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Revista Brazilian Times # 84
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Paciente morre por peste pneumônica no Arizona

De acordo com comunicado do Northern Arizona Healthcare (NAH), o paciente deu entrada no Departamento de Emergência do Flagstaff Medical Center e faleceu no mesmo dia, apesar das tentativas de reanimação e da administração de cuidados considerados adequados pela equipe médica.

Da redação

Um morador do condado de Coconino, no norte do Arizona, morreu após contrair peste pneumônica, segundo confirmaram autoridades locais de saúde. Este é o primeiro óbito registrado pela doença na região desde 2007.

De acordo com comunicado do Northern Arizona Healthcare (NAH), o paciente deu entrada no Departamento de Emergência do Flagstaff Medical Center e faleceu no mesmo dia, apesar das tentativas de reanimação e da administração de cuidados considerados adequados pela equipe médica.

Testes rápidos indicaram a presença da bactéria Yersinia pestis, agente causador da peste. Posteriormente, exames laboratoriais realizados pelo Departamento de Saúde Pública confirmaram o diagnóstico de peste pneumônica, forma clínica caracterizada por infecção pulmonar grave e altamente contagiosa.

Em nota, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Condado de Coconino (CCHHS) explicou que a forma pneumônica da doença pode se desenvolver a partir de casos não tratados de peste bubônica ou septicêmica, ou ainda ser transmitida por meio da inalação de gotículas respiratórias expelidas por pessoas ou animais infectados.

“O condado lamenta profundamente esta perda e se solidariza com a família e os amigos da vítima neste momento difícil. Por respeito à privacidade dos envolvidos, não divulgaremos informações adicionais sobre o caso”, afirmou em nota a presidente do Conselho de Supervisores do Condado de Coconino, Patrice Horstman.

A peste é uma doença historicamente associada à pandemia que devastou a Europa na Idade Média, mas ainda está presente em algumas regiões do mundo, incluindo áreas rurais do oeste dos Estados Unidos. Dados dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam que o país registra, em média, sete casos humanos por ano, a maioria não fatal graças à eficácia do tratamento com antibióticos, quando iniciado precocemente.

Os sintomas da doença costumam surgir entre dois e seis dias após a exposição e incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça e linfonodos inchados e dolorosos. A forma pneumônica, por afetar os pulmões, pode evoluir rapidamente e é considerada a mais letal se não tratada de forma urgente.

Ainda nesta semana, o CCHHS informou a ocorrência de uma morte coletiva de cães-da-pradaria na região de Townsend Winona, ao nordeste de Flagstaff, o que pode indicar a circulação da bactéria em populações de roedores. No entanto, o órgão de saúde esclareceu que o falecimento do paciente não está relacionado ao evento.

Equipes técnicas estão monitorando a área e realizando a coleta de pulgas para análise, além de aplicar tratamentos em tocas de animais silvestres com o objetivo de controlar a presença de vetores.

O hospital e os órgãos de saúde estaduais e locais continuam investigando o caso. A população foi orientada a evitar contato com animais selvagens mortos ou doentes e a acionar imediatamente as autoridades sanitárias em caso de suspeita de peste.

O Northern Arizona Healthcare reforçou que pessoas com sintomas respiratórios ou doenças potencialmente contagiosas devem procurar atendimento médico o quanto antes e solicitar o uso de máscara ao chegar às unidades de saúde, como forma de proteger os demais pacientes e profissionais.

A peste, embora rara, continua sendo uma ameaça de saúde pública em determinadas regiões. Autoridades destacam a importância da vigilância e da resposta rápida para evitar novos casos.

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