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Revista Brazilian Times # 83
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Senadora Elizabeth Warren denuncia cortes federais do governo Trump e intensifica investigações para proteger educação e aposentadoria

Em entrevista exclusiva à ABC News, a democrata afirmou que sua equipe vem conduzindo uma série de investigações com o objetivo de impedir o que ela classificou como um “ataque direto aos direitos de milhões de americanos”.

Da redação

A senadora Elizabeth Warren (D-MA) voltou a criticar duramente a administração Trump por promover cortes significativos em agências federais essenciais, como a Administração da Seguridade Social (SSA) e o Departamento de Educação. Em entrevista exclusiva à ABC News, a democrata afirmou que sua equipe vem conduzindo uma série de investigações com o objetivo de impedir o que ela classificou como um “ataque direto aos direitos de milhões de americanos”.

“Não podemos ficar parados enquanto Trump abusa de seu poder ao arrancar os programas que ajudam as pessoas a respirar com um pouco mais de alívio”, declarou Warren. “As pessoas votaram nos democratas para lutar por elas, e não para assistirmos tudo de braços cruzados.”

Professora de formação e defensora histórica da educação pública, Warren lançou nesta primavera o movimento Save Our Schools (Salvem Nossas Escolas), que investiga cortes promovidos pelo Departamento de Educação, incluindo a redução do escritório de Auxílio Estudantil Federal (FSA) e mudanças no sistema de empréstimos estudantis. Segundo os democratas, essas reduções dificultam o acesso de estudantes de baixa renda ao ensino superior. Eles pressionam o governo a readmitir funcionários essenciais à operação do sistema de ajuda financeira.

Em abril, Warren também criou a Social Security War Room (Sala de Guerra da Seguridade Social), uma ação coordenada para combater o que chamou de “ataque à aposentadoria dos americanos” pela administração Trump. A SSA é responsável por distribuir benefícios a mais de 70 milhões de pessoas nos EUA, incluindo aposentados, pessoas com deficiência e sobreviventes. A senadora afirma que, graças à pressão pública e a uma revisão conduzida pelo inspetor geral, conseguiu impedir demissões em massa planejadas pelo comissário Frank Bisignano — que incluíam até 7 mil cortes de pessoal.

Warren direcionou críticas diretamente ao presidente Trump e ao Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). “Tirem as mãos da Seguridade Social”, disse. “Se não houver resistência, o governo vai avançar sem qualquer oposição.”

Embora Trump tenha prometido proteger a Seguridade Social e o Medicare, declarações recentes do secretário do Tesouro, Scott Bessent — sugerindo que as “contas Trump” para recém-nascidos poderiam ser uma forma disfarçada de privatização — geraram polêmica. Bessent posteriormente recuou nos comentários.

Para o governo, no entanto, as reestruturações fazem parte de um esforço maior para combater desperdícios e fraudes e, segundo o porta-voz adjunto da Casa Branca, Harrison Fields, os resultados são “incontestáveis e legais”. Republicanos argumentam que as mudanças ajudarão a evitar fraudes e a modernizar o atendimento com o uso de inteligência artificial.

Warren, por sua vez, alertou para os riscos sociais dos cortes: “Mudanças em larga escala nessas agências podem ter consequências devastadoras para os americanos.”

Segundo ela, os projetos Save Our Schools e Social Security War Room representam mecanismos internos de resistência do Partido Democrata frente às políticas que, segundo Warren, enfraquecem serviços essenciais à população.

No caso do Departamento de Educação, a senadora também assumiu ter sido peça-chave na liberação de cerca de US$ 6 bilhões do financiamento estudantil do ano fiscal de 2025, que estavam bloqueados há mais de três semanas pela Casa Branca para uma “revisão programática”. “Essa verba é vital para programas de educação especial, atividades extracurriculares e apoio ao aprendizado”, explicou.

A secretária de Educação, Linda McMahon, negou que os cortes signifiquem o desmantelamento da pasta e garantiu que o Departamento continua a cumprir suas atribuições legais. Apesar disso, sindicatos criticam demissões que consideram ilegais. Em resposta, a porta-voz do departamento, Madi Biedermann, disse que todos os processos seguiram as leis aplicáveis.

Antes do recesso no Senado, Warren prometeu continuar a luta. “A administração Trump está comprometida em desmontar a Seguridade Social e eliminar o Departamento de Educação”, afirmou. “Isso não vai acabar com uma só batalha.”

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