O caso de Maria Pleitez e Dayanara Cortes agora se soma a um doloroso cenário onde a tragédia pessoal impulsiona discussões nacionais sobre política, segurança e imigração. Enquanto isso, uma comunidade inteira chora pela perda de duas vidas preciosas.
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Comunidade de New Jersey lamenta morte de mãe e filha em acidente causado por imigrante com histórico criminal
Centenas de pessoas se reuniram no dia 02 para prestar as últimas homenagens a Maria Pleitez e sua filha de 11 anos, Dayanara Cortes, vítimas de um trágico acidente de carro ocorrido em Lakewood, New Jersey, em 26 de julho. O responsável foi Raul Luna-Perez, um imigrante indocumentado com várias passagens pela polícia, incluindo duas prisões por dirigir embriagado (DUI) e um caso de violência doméstica.
A cerimônia fúnebre, realizada na Lakewood Funeral Home, reuniu mais de 150 amigos e familiares. Muitos vestiam camisetas com as fotos da mãe e da filha, num ato de dor e solidariedade. O pai de Dayanara e uma amiguinha da mesma idade — que sobreviveu ao acidente, mas ficou ferida — também estiveram presentes. Em meio às homenagens, uma pessoa se curvou sobre o caixão de Maria e chorou, gritando: “Por quê?”
Segundo as autoridades locais, Raul dirigia um Dodge Durango e invadiu a pista contrária, colidindo de frente com o Nissan Sentra de Maria Pleitez. Ela morreu no local. Dayanara, que estava no banco da frente, foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A outra criança, que estava no banco traseiro, segue em recuperação.
Raul Luna-Perez foi preso e acusado de duas mortes por condução imprudente (vehicular homicide) e agressão. O Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês) dos Estados Unidos afirmou que, após a prisão, a agência de imigração (ICE, sigla em inglês) emitiu uma ordem de detenção e iniciou o processo de deportação.
O DHS informou ainda que não há registros de quando exatamente Raul entrou nos EUA, mas confirmou que sua entrada foi ilegal.
Ainda de acordo com o DHS, o imigrante havia sido preso três vezes apenas em 2023: duas por DUI, em março e abril, e uma em junho por violência doméstica. Mesmo assim, segundo críticos, ele continuava livre devido às políticas de cidades-santuário adotadas por New Jersey.
Em nota, Tricia McLaughlin, secretária assistente de assuntos públicos do DHS, criticou diretamente o governador do estado: “As políticas de santuário do governador Phil Murphy permitiram que esse criminoso reincidente continuasse solto em nossas comunidades. Agora, uma família inocente está destruída por essa liderança fracassada”.
A governadoria de Murphy não respondeu ao pedido de comentário feito pela imprensa.
O caso reacendeu o debate sobre imigração nos Estados Unidos, especialmente após o retorno do presidente Donald Trump ao poder em janeiro. Em abril, Trump anunciou que seu governo está preparando medidas para cortar verbas federais de estados e cidades que abrigam imigrantes indocumentados, chamando as chamadas cidades-santuário de “armadilhas mortais que protegem criminosos, e não as vítimas.”
O caso de Maria Pleitez e Dayanara Cortes agora se soma a um doloroso cenário onde a tragédia pessoal impulsiona discussões nacionais sobre política, segurança e imigração. Enquanto isso, uma comunidade inteira chora pela perda de duas vidas preciosas.




