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Revista Brazilian Times # 83
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Trump ameaça cancelar programa solar de US$ 156 milhões em Massachusetts, diz governo Healey

A iniciativa estadual, que começaria ainda neste verão, tem como objetivo reduzir as contas de luz de cerca de 29 mil famílias em 20%, gerando uma economia total estimada em US$ 372 milhões e criando aproximadamente 3 mil empregos em energia limpa.

Da redação

A governadora Maura Healey denunciou no dia 07 que a administração do ex-presidente Donald Trump estuda cancelar ilegalmente o programa Solar for All, da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), que destinaria US$ 156 milhões a Massachusetts para tornar a energia solar acessível às comunidades de baixa renda.

A iniciativa estadual, que começaria ainda neste verão, tem como objetivo reduzir as contas de luz de cerca de 29 mil famílias em 20%, gerando uma economia total estimada em US$ 372 milhões e criando aproximadamente 3 mil empregos em energia limpa. A possível suspensão do repasse federal foi classificada por Healey como um “retrocesso grave” para o estado.

“Solar é a maneira mais rápida e barata de levar energia acessível a Massachusetts. Isso não deveria ser controverso”, declarou a governadora. “Pedimos que a administração Trump abandone qualquer plano de eliminar esse investimento histórico.”

Impactos sociais e econômicos

Além de aliviar o custo de vida de milhares de residentes, o programa também previa:

Apoio a 650 trabalhadores por meio de treinamentos;

Parceria com mais de 50 pequenas empresas;

Adição de 125 megawatts de capacidade solar no estado;

Incentivos como empréstimos sem juros, iniciativas de leasing residencial e financiamento para habitações populares.

A vice-governadora Kim Driscoll destacou que todas as comunidades do estado seriam beneficiadas pela iniciativa. “Essa é uma oportunidade única para transformar nossa matriz energética e impulsionar nossa economia com empregos bem remunerados”, afirmou.

 

Queda no ranking solar e resposta estadual

Apesar de seu histórico de liderança em energia limpa, Massachusetts caiu para o 26º lugar no ranking nacional de instalações solares em 2024, atrás de estados como Flórida e Louisiana. Para reverter essa tendência, o governo Healey lançou novas regulamentações de emergência no programa SMART (Solar Massachusetts Renewable Target) e propôs a lei Energy Affordability, Independence, and Innovation Act, para ampliar a autoridade do estado na aquisição de energia solar.

Segundo a secretária de Energia e Assuntos Ambientais, Rebecca Tepper, a energia solar já tem impacto direto na economia do estado. Em 24 de junho de 2025, por exemplo, a geração solar economizou mais de US$ 8 milhões ao reduzir a demanda no pico e evitar preços de atacado de mais de US$ 1.000 por MWh.

“A energia solar mantém as luzes acesas e os custos baixos. Cancelar esse programa seria uma perda irreparável para quem mais precisa”, disse Elizabeth Mahony, comissária de Recursos Energéticos.

 

Críticas à reversão e apelo por continuidade

O programa Solar for All, parte do Fundo de Redução de Gases de Efeito Estufa do Inflation Reduction Act, previa a destinação de US$ 7 bilhões em todo o país para beneficiar mais de 900 mil famílias. Massachusetts é um dos 60 beneficiários, entre estados, tribos e colaborações multirregionais.

Para a CEO do Massachusetts Clean Energy Center, Dr. Emily Reichert, a reversão do programa é um erro estratégico com consequências econômicas e ambientais:

“Essa decisão coloca em risco o futuro energético do estado. Energia solar é sinônimo de independência, segurança e empregos sustentáveis.”

Com a pressão crescente da gestão Trump para limitar subsídios federais à energia limpa, Massachusetts busca alternativas para preservar os avanços conquistados e manter sua liderança em inovação energética.

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