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Revista Brazilian Times # 86
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Mulher de Lexington é acusada de operar esquema Ponzi que arrecadou mais de US$ 7,6 milhões em Massachusetts

O gabinete de Galvin destacou que boa parte das vítimas vive na região de Springfield, onde a empresa construiu reputação ao longo de décadas. Muitos são descendentes de investidores da Ideal nos primeiros anos e, em vários casos, há parentesco entre os prejudicados.

Da redação

As autoridades estaduais de Massachusetts apresentaram acusações contra uma moradora de Lexington, apontada como responsável por conduzir um esquema fraudulento disfarçado de operação comercial legítima.

Segundo o gabinete do secretário estadual Bill Galvin, Barbara Hirshfield teria vendido notas promissórias a investidores por meio da Ideal Financial Holdings, levando-os a acreditar que estavam aplicando em um negócio familiar especializado em financiamento de veículos e pequenos empréstimos.

No entanto, de acordo com a denúncia, desde pelo menos 2019, a Ideal funcionava como um esquema Ponzi — modelo fraudulento no qual recursos de novos investidores são usados para pagar juros ou resgatar o capital de investidores anteriores.

A Ideal Budget Plan, posteriormente rebatizada como Ideal Financial Holdings, foi fundada em Springfield, em 1948, pelo pai de Hirshfield. Durante décadas, a empresa financiou a compra de eletrodomésticos, móveis e veículos.

Em 2012, porém, o Departamento de Bancos de Massachusetts proibiu a captação de recursos externos para financiar as operações. Dois anos depois, em 2014, a licença para atuar no estado foi revogada.

Apesar disso, Galvin afirma que a Ideal continuou emitindo notas promissórias e pagando juros, sem autorização e sem fonte legítima de receita. Para manter os pagamentos, Hirshfield teria continuado a atrair novos investidores.

Desde 2019, a Ideal teria arrecadado mais de US$ 7,6 milhões de pelo menos 180 investidores, sendo que cerca de US$ 7,2 milhões foram destinados ao pagamento de juros ou devolução de capital a outros aplicadores.

No outono de 2024, investigadores detectaram problemas nos repasses e, em abril de 2025, todos os pagamentos cessaram. Desde então, a Divisão de Valores Mobiliários do estado recebeu 54 reclamações de investidores que não receberam os valores devidos.

O gabinete de Galvin destacou que boa parte das vítimas vive na região de Springfield, onde a empresa construiu reputação ao longo de décadas. Muitos são descendentes de investidores da Ideal nos primeiros anos e, em vários casos, há parentesco entre os prejudicados.

A denúncia aponta que as operações fraudulentas privaram famílias de recursos para a aposentadoria, despesas emergenciais e até fundos destinados à educação de filhos e netos.

Galvin busca uma ordem para que a Ideal e Hirshfield cessem imediatamente qualquer prática que viole as leis estaduais de valores mobiliários, devolvam os lucros obtidos ilegalmente e façam ofertas de ressarcimento, com juros, a todos os investidores.

O caso será analisado por um oficial de audiência em processo administrativo.

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