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Revista Brazilian Times # 86
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Filho do presidente do STF não retorna aos EUA após sanções de Trump e passa a trabalhar remotamente no Brasil

A informação foi divulgada e confirmada pela CNN. Fontes do tribunal indicam que, embora não tenha havido notificação formal acerca do cancelamento do visto de Bernardo, ele optou por agir com cautela, seguindo orientação do pai, que o alertou sobre o risco de ser barrado na entrada do país.

Da redação

Após um período de férias na Europa, Bernardo Van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde residia e atuava como diretor do banco BTG Pactual. A decisão ocorreu diante das sanções impostas pelo governo do presidente Donald Trump, que incluem a suspensão de vistos de ministros do STF e seus familiares.

A informação foi divulgada pelo portal UOL e confirmada pela CNN. Fontes do tribunal indicam que, embora não tenha havido notificação formal acerca do cancelamento do visto de Bernardo, ele optou por agir com cautela, seguindo orientação do pai, que o alertou sobre o risco de ser barrado na entrada do país.

Bernardo havia viajado à Europa antes do anúncio das sanções, em 18 de julho, e desde então permanece no Brasil, onde trabalha remotamente para o BTG Pactual. Luís Roberto Barroso ponderou que, mesmo sem confirmação direta de que o visto do filho tenha sido suspenso, seria prudente evitar qualquer conflito ou constrangimento em meio à escalada da crise diplomática.

Conforme reportado pela CNN, o ministro Barroso tem demonstrado desânimo com a intensificação das medidas norte-americanas e cogita deixar a presidência do STF após transferi-la ao ministro Edson Fachin, em setembro.

Enquanto o ministro Alexandre de Moraes tem minimizado os impactos das sanções no seu cotidiano, Barroso mantém forte vínculo com os Estados Unidos, atuando como colaborador da Harvard Kennedy School e viajando para o país ao menos duas vezes por ano.

Auxiliares próximos ao ministro revelam que ele se sente “punido por tabela”, e embora reitere total apoio ao colega Moraes e repudie as ameaças do presidente Trump, reconhece que pouco pode fazer para reverter o atual cenário diplomático.

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