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Revista Brazilian Times # 86
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Juiz ordena que Elon Musk responda a processo sobre suposta loteria ilegal de US$ 1 milhão durante eleição de 2024

A denúncia foi apresentada por Jacqueline McAferty, moradora do Arizona, que afirma que Musk e o grupo America PAC induziram eleitores em estados decisivos a assinar uma petição em defesa da Constituição dos EUA, prometendo selecionar diariamente uma pessoa para receber o prêmio milionário.

Da redação

O bilionário Elon Musk foi obrigado por um juiz federal a responder a um processo que o acusa de ter promovido uma loteria eleitoral ilegal de US$ 1 milhão durante a corrida presidencial de 2024, quando Donald Trump enfrentou Kamala Harris. A ação foi revelada nesta semana pelo portal RadarOnline.

A denúncia foi apresentada por Jacqueline McAferty, moradora do Arizona, que afirma que Musk e o grupo America PAC induziram eleitores em estados decisivos a assinar uma petição em defesa da Constituição dos EUA, prometendo selecionar diariamente uma pessoa para receber o prêmio milionário. Segundo a queixa, protocolada em 5 de novembro de 2024, no próprio dia da eleição, nenhum eleitor chegou a receber o valor prometido.

De acordo com a autora, os participantes eram obrigados a fornecer dados pessoais, como endereço e telefone. Musk tentou arquivar o caso, alegando que havia “sinais claros” de que não se tratava de uma loteria real. Contudo, o juiz Robert Pitman, indicado ao tribunal em 2014 pelo então presidente Barack Obama, considerou que havia indícios suficientes de que os réus davam a entender que o sorteio realmente aconteceria.

“É plausível que a autora tenha confiado de forma justificada nas declarações para acreditar que os réus estavam oferecendo objetivamente a chance de participar de uma loteria aleatória, mesmo que não fosse essa a intenção subjetiva”, escreveu o magistrado em sua decisão.

Musk ainda alegou que os eleitores não sofreram prejuízos por fornecer suas informações de contato. No entanto, o juiz determinou que uma corretora de dados políticos deverá prestar depoimento sob juramento para esclarecer o valor comercial dessas informações.

A iniciativa de Musk, considerada por apoiadores uma forma de mobilizar eleitores em favor de Trump, enfrentou resistência em alguns estados. Em Filadélfia, por exemplo, o procurador distrital Lawrence Krasner tentou barrar o concurso, alegando sua ilegalidade.

Agora, o homem mais rico do mundo terá de enfrentar a Justiça para responder às acusações de fraude eleitoral e de ter usado dados pessoais dos eleitores sem que o prêmio prometido fosse entregue.

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