Depois da repercussão do desempenho de Sarah Borges em Harvard University, na cidade de Cambridge (Massachusetts), outro brasileiro chama a atenção no meio acadêmico norte-americano. Pedro Parmezani, 21 anos, formou-se Magna Cum Laude em Física Aplicada e Matemática pela West Virginia Wesleyan College, com GPA de 3,84, e agora inicia o mestrado em Engenharia de Sistemas na Virginia Tech.
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Mineiro se destaca nos EUA e ingressa em mestrado na Virginia Tech
Depois da repercussão do desempenho de Sarah Borges em Harvard University, na cidade de Cambridge (Massachusetts), outro brasileiro chama a atenção no meio acadêmico norte-americano. Pedro Parmezani, 21 anos, formou-se Magna Cum Laude em Física Aplicada e Matemática pela West Virginia Wesleyan College, com GPA de 3,84, e agora inicia o mestrado em Engenharia de Sistemas na Virginia Tech.
Natural de Poços de Caldas (Minas Gerais), Pedro se mudou ainda bebê e passou a infância em cidades do interior paulista. Aos 15 anos, foi para a Flórida estudar em um internato esportivo após conquistar bolsa de estudos pelo futebol, experiência que considera decisiva para sua maturidade e liderança. “Era uma rotina puxada, num país novo e com outra cultura, mas foi aí que comecei a amadurecer e a me tornar mais independente”, conta.
Durante a graduação, Pedro conquistou prêmios como o Outstanding Physics/Engineering Award 2025 e o Senior Academic and Leadership Achievement Award. Ele se dedicou a pesquisas com impacto prático, como a criação de um sistema de filtração de água por osmose reversa movido a energia solar, voltado a comunidades sem acesso a água potável. Em outro projeto, analisou materiais para atenuar radiação gama em viagens espaciais, identificando que plásticos leves podem oferecer proteção semelhante a metais pesados, com aplicações em saúde, energia nuclear e exploração espacial.
Com bolsa do programa SURE, o estudante reforça que seu objetivo é usar a ciência para resolver problemas concretos. “O mais importante é trabalhar em coisas que importam para diferentes áreas, como defesa, transporte, manufatura e tecnologia”, afirma.
Apesar do ambiente político nos EUA sob o governo Donald Trump, Pedro diz não se sentir intimidado. “O meu foco é me desenvolver e crescer a cada dia. Começar com medo é normal, o importante é não permanecer nele”, afirma.
O jovem brasileiro integra uma crescente comunidade de estudantes do país em universidades norte-americanas. Segundo a UNESCO, em 2024 havia cerca de 110 mil brasileiros estudando no exterior, sendo 16,9 mil nos Estados Unidos. Além de fortalecer o intercâmbio acadêmico, esse fluxo movimentou mais de US$ 1 bilhão na economia norte-americana em 2023.
Pedro mira o futuro com ambição: deseja atuar como engenheiro de sistemas ou pesquisador, alcançar posições de liderança e abrir caminhos para outros jovens. “Quero inspirar estudantes internacionais e ajudar a criar oportunidades para quem sonha em estudar, se desenvolver e fazer a diferença no mundo.”
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