A Câmara Municipal de Jacksonville (Flórida) aprovou, na madrugada desta quarta-feira (24), o orçamento para o ano fiscal de 2025-26, após uma sessão que durou mais de 13 horas e foi marcada por intensos embates políticos.
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Jacksonville aprova orçamento após impasse sobre proposta polêmica que proibia recursos públicos para imigrantes indocumentados
A Câmara Municipal de Jacksonville (Flórida) aprovou, na madrugada desta quarta-feira (24), o orçamento para o ano fiscal de 2025-26, após uma sessão que durou mais de 13 horas e foi marcada por intensos embates políticos. O pacote orçamentário foi aprovado por 15 votos a 2, mas somente depois da retirada de uma emenda controversa apresentada pelo republicano Rory Diamond.
A proposta de Diamond buscava proibir recursos públicos para imigrantes indocumentados, programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), conselhos comunitários e serviços relacionados ao aborto. O texto provocou forte reação entre vereadores democratas, que classificaram a medida como “travestia”, “lote de absurdos” e “retórica divisionista”. Mesmo alguns republicanos rejeitaram a inclusão do dispositivo no orçamento, considerando-o um “veneno político”.
A emenda chegou a ser aprovada por 10 votos a 9, mas gerou um impasse que ameaçou a votação final. Após horas de discussões, manobras regimentais e tentativas de reconsideração, o dispositivo acabou sendo derrubado perto das 4h da manhã, destravando o processo e permitindo a aprovação do orçamento.
Entre as emendas aprovadas, estão a destinação de quase US$ 730 mil para o programa JaxCareConnect, que financia serviços de saúde para pessoas de baixa renda, e US$ 900 mil para habitação acessível. Já propostas para ampliar investimentos em pavimentação de ruas, construção de calçadas e telemedicina foram rejeitadas.
O resultado final reflete a dificuldade da Câmara em equilibrar interesses políticos divergentes. A retirada da emenda de Diamond foi decisiva para viabilizar o consenso. “Estou preparado para seguir com o orçamento, mas não votaria nele com essa linguagem incluída”, afirmou o republicano Ken Amaro, ajudando a encerrar o impasse.




