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Revista Brazilian Times # 86
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Coluna Cataldi: Em NY? Não perca “Just In Time”  

Há algo de verdadeiramente magnético acontecendo no Circle in the Square Theatre, em Nova Iorque, e o nome por trás desse encanto é Jonathan Groff. Em Just In Time, o ator não apenas interpreta o lendário Bobby Darin: ele o revive em cena, com uma entrega que mistura carisma, intensidade e uma rara capacidade de conexão com o público.

Há algo de verdadeiramente magnético acontecendo no Circle in the Square Theatre, em Nova Iorque, e o nome por trás desse encanto é Jonathan Groff. Em Just In Time, o ator não apenas interpreta o lendário Bobby Darin: ele o revive em cena, com uma entrega que mistura carisma, intensidade e uma rara capacidade de conexão com o público.

Desde o instante em que as luzes se apagam e o ambiente de clube intimista dos anos 1950 se instala, Groff toma conta do palco. A experiência é ainda mais intensa graças ao formato em anfiteatro do teatro, que aproxima plateia e artista, criando uma atmosfera envolvente. Com capacidade para apenas 776 espectadores, o Circle in the Square oferece uma intimidade rara na Broadway, somada à iluminação violeta que recorta o espaço e valoriza cada gesto, a sensação é de estar diante de um espetáculo arrebatador, onde nada escapa aos olhos do público.

O diferencial de Groff está na amplitude de seus talentos. Ele não se limita a cantar os sucessos de Darin, ele os reinventa. Além de cantar de forma irretocável, ele toca piano, guitarra e xilofone, dança com fluidez e ainda surpreende com números de sapateado. Seja na energia contagiante de “Beyond the Sea”, na sofisticação de “Mack the Knife” ou nos momentos introspectivos que exigem vulnerabilidade, sua performance domina com autoridade e emoção. Mas é no equilíbrio entre canto, atuação e presença física que ele alcança um patamar de grandeza.

Groff dá vida a um Bobby Darin multifacetado: ora sedutor e expansivo, ora humano e delicado. Em muitos momentos, rompe a quarta parede e dialoga diretamente com a plateia, criando uma cumplicidade difícil de esquecer. Sua expressividade corporal é outro espetáculo à parte, cada gesto, cada movimento de palco, parece meticulosamente pensado, mas executado com naturalidade.

Não é surpresa que a crítica tenha se rendido. Palavras como “irresistível”, “hipnotizante” e “soaring” se repetem em resenhas que apontam Groff como o coração pulsante do espetáculo. Mais do que interpretar, ele encarna o espírito de Darin sem cair em mera imitação: o que vemos é a essência do artista filtrada pela força criativa de um ator em plena maturidade artística.

Just In Time é mais que um musical biográfico, é uma celebração da música, da paixão e da presença de palco. Jonathan Groff é a razão pela qual cada nota, cada palavra e cada silêncio ressoam muito além das paredes da Broadway. Ele não canta apenas Bobby Darin. Ele nos faz sentir a vida por trás das canções. E para os brasileiros que visitam Nova Iorque, fica um convite especial: não deixem de assistir àquela que já pode ser chamada, sem exagero, de a melhor peça de todos os tempos.

Paramount Plaza – Circle in the Square

 235 W 50th St, New York, NY 10019, Estados Unidos

tel:+1 212-307-0388

Claudia Cataldi

Jornalista, M.Sc.em Ciência Política e Relações Internacionais,

Presidente da Associação Brasileira de Imprensa de Mídia Digital e Eletrônica RJ

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