O advogado da brasileira afirmou que ainda não está claro como ficará a situação das crianças após a concessão do asilo à mãe.
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Mãe brasileira detida pelo ICE em Worcester (MA) recebe asilo nos Estados Unidos
A brasileira Rosane Ferreira de Oliveira, mãe de três filhos, recebeu asilo nos Estados Unidos na terça-feira (30/09), decisão tomada pela juíza de imigração Yul-Mi Cho. A informação foi confirmada pelo advogado da imigrante, Paul Toland, ao portal MassLive.
Rosane foi presa em 8 de maio, na Eureka Street, em Worcester (Massachusetts), em uma operação conduzida por agentes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês). A detenção ocorreu diante de duas de suas filhas e dezenas de moradores que protestaram contra a ação.
A cena, que ganhou grande repercussão, resultou em manifestações contra o ICE e contra a Polícia de Worcester, chamada ao local.
Segundo Toland, mesmo com a decisão favorável, Rosane continuará detida no Strafford County Corrections Facility, em Dover (New Hampshire), até que termine o prazo de 30 dias que o Departamento de Segurança Interna (DHS) tem para recorrer da decisão.
No dia da prisão, mais de 30 pessoas cercaram o veículo em que a brasileira foi colocada e exigiram que os agentes apresentassem um mandado. Houve confronto quando a filha mais velha, de 17 anos, correu atrás do carro. A adolescente foi detida e acusada de múltiplos delitos, mas o chefe de polícia, Paul Saucier, pediu que as acusações fossem retiradas.
Outras duas pessoas também foram acusadas no episódio: a vereadora do Distrito 5, Etel Haxhiaj, que enfrenta dois processos por alegada agressão e obstrução de um policial, e a ex-candidata ao Comitê Escolar Ashley Spring, acusada de agressão, conduta desordeira e interferência. Ambas solicitaram a anulação das acusações, classificadas por Haxhiaj como “infundadas”. A Justiça deve se pronunciar em 19 de novembro.
O caso também teve consequências para as filhas da brasileira. Após sua prisão, a filha de 17 anos e a mais nova, de 13, foram colocadas sob os cuidados do Departamento de Crianças e Famílias (DCF). No entanto, em julho, foi reportado que ambas estavam desaparecidas. A adolescente de 13 anos foi localizada em agosto e voltou ao sistema de proteção, mas a mais velha permanece desaparecida. Segundo um advogado da família, ela estaria no Brasil com a irmã mais velha, Augusta Clara Moura, que retornou ao país em junho com seu bebê.
O advogado da brasileira afirmou que ainda não está claro como ficará a situação das crianças após a concessão do asilo à mãe.
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