Em tempos de tensão global, Douglas Carvalho defende que proteger patrimônio é mais do que investir — é se preparar para o novo ciclo da economia de guerra.
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Coluna Arilda: Enquanto o mundo se divide em blocos, o dinheiro escolhe o lado mais forte
Em tempos de tensão global, Douglas Carvalho defende que proteger patrimônio é mais do que investir — é se preparar para o novo ciclo da economia de guerra.
Na manhã desta semana, estive conversando com Douglas Carvalho, meu mentor de investimentos e fundador do Imigrante Investidor. Sempre ligado ao sistema financeiro global, à tecnologia e à geopolítica, tem alertado seus alunos a se protegerem financeiramente para o que pode vir — um tema que vem ganhando força e que, segundo ele, deve moldar os próximos ciclos de mercado: a escalada militar mundial e o impacto direto disso sobre o setor de energia.
A escalada global e a reconfiguração da defesa Douglas comenta que “os números não mentem: estamos diante de uma corrida armamentista moderna, mais tecnológica e tão intensa quanto as do século passado”. Ele refere-se aos dados recentes divulgados por organismos internacionais.
Os Estados Unidos, por exemplo, aprovaram um novo orçamento de defesa que ultrapassa US$ 850 bilhões, com foco em modernização nuclear, sistemas de mísseis e inteligência artificial militar. Segundo ele, esse aumento não é isolado; ele sinaliza um reposicionamento geopolítico, especialmente após os conflitos recentes no Leste Europeu e no Oriente Médio.
Na Europa, a OTAN anunciou, em seu último encontro em Haia, uma meta inédita: elevar os gastos de defesa para até 5% do PIB até 2035, dobrando a antiga referência de 2%. Países como Alemanha, Polônia e Reino Unido já iniciaram aumentos orçamentários, enquanto a Espanha prometeu investir mais de € 10 bilhões em novos equipamentos e ciberdefesa.

Douglas afirma que “essa elevação coletiva mostra um reposicionamento global; não é mais sobre ‘quem tem mais tanques’, mas sobre quem garante soberania energética e tecnológica”.
No Oriente Médio, o Irã também deu sinais claros dessa escalada. Recentemente, aprovou um aumento de 200% em seu orçamento militar, priorizando a compra de armamentos e o desenvolvimento de mísseis estratégicos. Para ele, “essa decisão reforça o que os mercados já percebem: estamos em um momento em que a segurança nacional volta ao centro das decisões econômicas”.
Energia: o novo campo de poder
Douglas ressalta que “em tempos de tensão, a energia deixa de ser um insumo comum e passa a ser uma arma estratégica. Nenhuma nação mantém seu exército em pé sem eletricidade, combustível e capacidade de geração constante.”
Ele explica que, diante do crescimento explosivo da demanda — impulsionada não só por necessidades militares, mas também pela inteligência artificial e mineração de criptomoedas —, o mundo se volta novamente à energia nuclear, por ser a única capaz de fornecer grandes volumes de potência de forma estável.
Nos últimos meses, observou-se um aumento expressivo na demanda global por urânio, e Douglas destaca que empresas ligadas a esse setor vêm ganhando espaço na bolsa americana. “Companhias como Cameco (CCJ), Uranium Energy Corp (UEC) e Energy Fuels (UUUU) estão surfando uma nova onda de valorização, impulsionadas pelo renascimento da energia nuclear como alternativa estratégica”, explica.
Segundo ele, a lição é clara: “quando os governos voltam a investir pesado em defesa, energia e tecnologia passam a ser os pilares do crescimento — e quem estiver posicionado nesses setores podem colher resultados expressivos nos próximos anos.”
Prevenir é necessário
Douglas encerra dizendo que “os grandes movimentos do mundo sempre deixam rastros nos mercados. Cabe a nós segui-los com inteligência.”
Concordo. Conversar com Douglas é sempre uma aula — um exercício de enxergar o tabuleiro global com clareza e estratégia. Se você ainda não investe na bolsa de valores, esse é o momento de começar.
Já estou me organizando para investir em empresas fabricantes de drones militares, estou me posicionando em criptomoedas e, claro, peguei a dica de observar empresas do ramo de energia.
Se você, meu querido leitor, ainda não tem uma carteira de investimentos, fica minha sugestão: comece o mais rápido possível. Você pode acompanhar mais análises e insights do especialista em seu perfil no
Instagram: @mr.douglas.carvalho
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