Muito se fala sobre guerras, e o temor da chegada de uma terceira conflagração mundial permanece latente. O mundo vive em constante tensão.
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Coluna Debora Corsi: As Armas do Século XXI
Muito se fala sobre guerras, e o temor da chegada de uma terceira conflagração mundial permanece latente. O mundo vive em constante tensão.
Olhamos ao redor e vemos nações se armando, investindo em sofisticados sistemas bélicos. Líderes de Estado entram em atrito e alguns, de fato, já promovem a destruição de outros países.
Tomemos a Nigéria como exemplo — pouco se noticia sobre ela, embora mais de 52 mil vidas já tenham sido ceifadas em uma perseguição religiosa impiedosa, onde aqueles que desejam adorar o próprio Deus são hostilizados por quem não tolera sua fé. Conflitos surgem por todo lado, quase sempre alimentados pela convicção arrogante de que se detém a verdade absoluta.
Mas, afinal, qual será o destino do mundo? Há quem tema a devastação provocada por uma arma química ou uma guerra aberta entre nações — cenário, aliás, prenunciado nas Escrituras. No entanto, existem armas ainda mais perigosas, silenciosas, e sobre as quais pouco se fala.
A primeira é a fofoca — instrumento que corrói relações e semeia discórdias até levar pessoas ao desespero, fazendo-as buscar justiça com as próprias mãos.
A segunda é o ódio, sentimento que se alastra por todos os cantos, incentivando a vingança, o desejo de destruição e a violência. Sob seu domínio, muitos já não se limitam a ferir com palavras, mas disparam armas letais.Do outro lado, onde deveria haver solidariedade, multiplicam-se comemorações diante da morte do “inimigo”. O que aconteceu à humanidade, que se tornou gélida a ponto de não se comover sequer diante da perda de uma vida?
Está escrito que, “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”. É reconfortante saber que não será o amor de todos. No entanto, por onde quer que se olhe, há corações vazios e armas invisíveis dilacerando o amor, a alegria, a esperança e até o vínculo matrimonial. Cresce a ideia de que o casamento é uma instituição falida, levando muitos a desistirem de tentar.É urgente refletir sobre como combater armas tão letais quanto essas. Enquanto o mundo assiste, pela televisão, às tragédias internacionais, pouca atenção se dá às batalhas silenciosas travadas dentro dos lares. A solidão avança. Filhos deixam de visitar pais ou avós e, quando eles envelhecem, são frequentemente relegados a asilos. Ali, aguardam ansiosos pela visita daqueles que um dia declararam amá-los — visita que raramente acontece, sob o pretexto de “falta de tempo”.E assim, os dias se sucedem, o ano termina, e surge a pergunta: o que esperar de 2026?
Muitos temem um míssil, um meteoro ou qualquer desastre vindo do céu, esquecendo-se de que as armas mais destrutivas já se encontram entre nós — a fofoca, o ódio, a vingança e, sobretudo, o amor desmedido pelo poder.O amor pelo poder talvez seja a mais devastadora de todas. O homem não precisa de riqueza; basta-lhe influência, e já poderá decretar prisões, assinar sentenças e, com uma única canetada, mudar o destino de muitos. O poder, que deveria ser instrumento de união, sustento e pacificação, converteu-se em ameaça. Muitos o almejam não para construir, mas para dominar e eliminar quem lhes resiste.Vivemos com medo das armas tecnológicas, apreensivos quanto ao futuro das nações, mas esquecemos que há antídoto para todas elas. Há um caminho capaz de desarmar corações, curar feridas e restaurar a humanidade. Esse caminho ainda se chama amor.
O amor verdadeiro — aquele que perdoa, acolhe e une — é o único capaz de impedir novas guerras. Ele pode pôr fim à solidão, à vingança e à dor. Muitos afirmam que já não há esperança, mas enquanto o sol continuar “nascendo”, ainda haverá tempo para buscar a paz.
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