Publicidade

Publicidade

edição ma

Edição MA 4370

Última Edição #4370

Edição MA 4370

BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 83
Última Edição #83

A Escalada da Repressão à Imigração em Chicago sob Trump — em 10 Vídeos

Nos últimos dias, cenas de tensão tomaram conta da região de Chicago. Multidões filmavam e vaiavam agentes federais durante prisões; oficiais de imigração lançavam gás lacrimogêneo e balas de pimenta contra manifestantes; e escolas enviavam alertas a pais sobre a presença de autoridades migratórias nas redondezas.

Nos últimos dias, cenas de tensão tomaram conta da região de Chicago. Multidões filmavam e vaiavam agentes federais durante prisões; oficiais de imigração lançavam gás lacrimogêneo e balas de pimenta contra manifestantes; e escolas enviavam alertas a pais sobre a presença de autoridades migratórias nas redondezas.

Essas imagens contrastam fortemente com a relativa calma de um mês atrás, quando o governo Trump anunciou o início de uma grande operação contra a imigração ilegal em Chicago e nos subúrbios.
O que começou de forma discreta rapidamente se transformou em uma onda de confrontos. Um imigrante sem documentos foi morto a tiros; cidadãos americanos foram presos junto a estrangeiros; patrulhas federais circularam pelo centro da cidade; e agentes químicos foram usados contra manifestantes, jornalistas e religiosos.
A essa altura, Chicago vive um clima de medo e incerteza.

O New York Times analisou mais de 100 vídeos gravados nas últimas semanas mostrando prisões, protestos e confrontos entre agentes e moradores. As imagens revelam uma escalada de violência e hostilidade em diversos pontos da cidade.
Embora o governo tenha dito que a operação duraria 45 dias, o fim parece distante.

5 a 11 de setembro — Um Início Cauteloso

Desde o anúncio da ofensiva, moradores de bairros latinos ficaram em alerta, enquanto outras áreas da cidade seguiam a rotina normal, sem perceber sinais claros de repressão.
Nas redes sociais, começaram a circular mensagens sobre possíveis aparições de agentes de imigração, alertando a comunidade para permanecer atenta. Enquanto uns expressavam medo, outros defendiam a ação federal, alegando que a lei precisava ser cumprida.

Milhares foram às ruas no centro de Chicago em um protesto vibrante, com tambores, cartazes e gritos contra o ICE. Também houve manifestações de solidariedade a outras causas, como o apoio à população de Gaza.
Pouco depois, Trump publicou uma mensagem em sua rede Truth Social: “Chicago está prestes a descobrir por que se chama Departamento da GUERRA.”

Embora operações migratórias já fossem comuns na cidade, algo estava diferente. O prédio do ICE em Broadview foi reforçado com tábuas nas janelas e portas, e o número de manifestantes aumentou.

Durante as festividades da Independência do México, um vendedor de flores conhecido foi preso e deportado.
O vídeo de sua prisão gerou indignação. Moradores deixaram flores e velas no local onde ele trabalhava em sua homenagem.

Em 8 de setembro, o Departamento de Segurança Interna lançou oficialmente a Operação Midway Blitz, prometendo prender “os piores criminosos ilegais de Chicago”. Pouco depois, as prisões começaram a se multiplicar.

12 a 28 de setembro — O Tiro Que Mudou Tudo

Na manhã do dia 12, dois agentes pararam um homem que havia acabado de deixar seus filhos na escola. Quando ele tentou arrancar o carro, um dos agentes disparou, atingindo-o no pescoço.
A vítima, Silverio Villegas-Gonzalez, cidadão mexicano sem autorização de residência, morreu no local.

Em Broadview, os confrontos se intensificaram. Agentes lançaram gás lacrimogêneo e munições não letais contra manifestantes que bloqueavam os portões da instalação do ICE.
Um vídeo mostrou o reverendo David Black, de Chicago, sendo atingido por balas de pimenta enquanto rezava com as mãos erguidas.

Autoridades federais justificaram as ações, acusando os manifestantes de “atrapalhar prisões legais”.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, foi a Chicago e divulgou imagens de uma batida noturna em Elgin, onde cinco pessoas foram presas.

Logo depois, agentes da Patrulha de Fronteira foram vistos patrulhando o Rio Chicago em barcos e marchando pelo centro da cidade, assustando pedestres e turistas.
O governo divulgou um vídeo editado mostrando agentes armados em plena área comercial.

Em Broadview, a tensão cresceu ainda mais. O prédio foi cercado com uma cerca de 2,5 metros. Vídeos de prisões em outras partes da cidade — inclusive no Millennium Park — circularam nas redes.
Em uma das cenas mais comentadas, um ciclista zombou de agentes e escapou pedalando, tornando-se símbolo de resistência nas redes sociais.

30 de setembro a 7 de outubro — A Revolta Explode

Uma grande operação noturna da Patrulha de Fronteira em um prédio residencial no South Side assustou moradores com helicópteros e veículos blindados.
Testemunhas relataram dezenas de pessoas algemadas em uma ação descrita por autoridades locais como uma “encenação militar” para amedrontar a população.

Nas semanas seguintes, os moradores passaram a reagir. Motoristas buzinavam e perseguiam carros do ICE; transeuntes filmavam agentes e gritavam insultos. Em um vídeo, pessoas zombavam dos oficiais, dizendo: “Vão arrumar um emprego de verdade!”

No fim de semana, a violência atingiu novo nível.
Do lado de fora do ICE em Broadview, agentes lançaram bombas de fumaça e agrediram manifestantes. Um dos chefes, Gregory Bovino, ameaçou prender o grupo e chegou a derrubar um homem no chão.

Na manhã de sábado, dois moradores que perseguiam veículos da Patrulha de Fronteira foram baleados — um deles várias vezes.
Manifestantes se reuniram no local e foram dispersos com gás lacrimogêneo, que também atingiu policiais de Chicago sem proteção.

Outros vídeos mostraram cenas de violência física e prisões arbitrárias.
As operações se estenderam para os subúrbios de Waukegan, Berwyn e Cicero.

Na quarta-feira à noite, cerca de mil pessoas marcharam no centro de Chicago. No mesmo dia, 200 soldados da Guarda Nacional do Texas chegaram à cidade — intensificando o clima de medo e instabilidade.

📱 Baixe o app Brazilian Times — Grátis

Publicidade

Brazilian Times
Brazilian Times
Grátis · Google Play
BAIXAR
×