Paulo Henrique marcou o primeiro gol do Brasil no duelo contra o Japão
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Brasil perde para o Japão pela primeira vez na história
A Seleção Brasileira sofreu uma derrota inédita na manhã desta terça-feira (14), ao perder de virada para o Japão por 3 a 2, em amistoso disputado no Ajinomoto Stadium, em Tóquio. Com oito mudanças em relação ao time que goleou a Coreia do Sul na sexta-feira, o Brasil fez um primeiro tempo dominante e abriu 2 a 0, mas viu os japoneses reagirem com três gols em 20 minutos na segunda etapa, selando uma virada histórica.
Paulo Henrique e Gabriel Martinelli marcaram os gols brasileiros, ambos em jogadas bem trabalhadas com participações de Lucas Paquetá e Bruno Guimarães. O Japão respondeu com Minamino, Nakamura e Ueda, aproveitando falhas defensivas e a queda de rendimento da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Foi a primeira vez que o Brasil perdeu para o Japão em toda a história do confronto. Em 14 jogos, a Seleção havia vencido 11 e empatado dois. Também foi a primeira derrota brasileira após abrir 2 a 0 em uma partida oficial, considerando amistosos e competições. Além disso, a defesa da Amarelinha sofreu mais de um gol pela primeira vez sob o comando de Ancelotti.
Capitão da equipe e um dos poucos titulares mantidos entre os dois amistosos, Casemiro lamentou o resultado, mas destacou o aprendizado. “Jogamos fora uma preparação excelente que fizemos em 45 minutos. Que sirva de aprendizado, a Copa do Mundo está aí. No alto nível, 45 minutos podem custar um sonho de infância”, afirmou.
O Brasil demorou a se encontrar no primeiro tempo, mas cresceu após susto inicial com Ueda. Aos 25 minutos, Bruno Guimarães tabelou com Paquetá e deixou Paulo Henrique na cara do gol. Pouco depois, Paquetá deu uma cavadinha para Martinelli ampliar. A superioridade brasileira, no entanto, desapareceu após o intervalo.
Logo aos 6 minutos da segunda etapa, Fabrício Bruno errou passe na saída de bola e entregou para Minamino descontar. Com a saída de Bruno Guimarães, o meio-campo brasileiro perdeu força, e o Japão passou a dominar. Nakamura empatou aos 16, e Ueda virou aos 25, vencendo Beraldo pelo alto e superando Hugo Souza.
A derrota encerrou uma invencibilidade de 26 anos da Seleção contra equipes asiáticas. A última vez que o Brasil havia sido derrotado por um time do continente foi em 1999, contra a Coreia do Sul, em amistoso disputado em Seul. Na ocasião, o técnico era Vanderlei Luxemburgo, e o gol foi marcado por Kim Do-Hoon.
No retrospecto geral contra seleções asiáticas, o Brasil soma agora 38 vitórias, três empates e duas derrotas. São 144 gols marcados e 20 sofridos, sendo três deles nesta terça-feira. A virada japonesa também marca um ponto de alerta para Ancelotti, que ainda terá mais uma janela de testes em novembro, com amistosos previstos contra Senegal e Tunísia.
Com a derrota, a Seleção encerra a Data Fifa com uma vitória e uma derrota, e Carlo Ancelotti segue ajustando a equipe rumo à Copa do Mundo de 2026. Os próximos compromissos serão decisivos para consolidar o grupo e corrigir os erros que custaram caro em Tóquio.
IMPRENSA INTERNACIONAL VÊ DESASTRE NA DERROTA BRASILEIRA
A virada sofrida pela Seleção Brasileira diante do Japão, por 3 a 2, em amistoso disputado nesta terça-feira (14) em Tóquio, ganhou destaque nos principais veículos da imprensa internacional. O resultado, além de inédito no histórico do confronto, foi tratado como um verdadeiro “desastre” por jornais europeus e como motivo de orgulho nacional pela mídia japonesa.
O jornal espanhol “Diario As” deu destaque à partida, lembrando que o Brasil abriu vantagem com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli, mas viu o Japão reagir com Ueda, Nakamura e Minamino. Já o “Marca” foi direto ao ponto: “Brasil de Ancelotti sofre golpe no Japão. Merecida vitória japonesa, que baixa o Brasil das nuvens”, publicou o diário madrilenho.
Em Portugal, o jornal “A Bola” classificou o resultado como um “escândalo” e destacou o impacto da virada: “Brasil cai com estrondo em Tóquio”, estampou o periódico, que também ressaltou a quebra de invencibilidade da Seleção contra equipes asiáticas, que durava desde 1999.
No Japão, a repercussão foi de celebração nacional. A emissora de televisão Asahi classificou o feito como “histórico” e comemorou nas redes sociais: “Primeira vitória histórica contra a potência do futebol!”, publicou a conta oficial da TV no X (antigo Twitter), em tom de exaltação.
A derrota brasileira foi a primeira da história contra o Japão, além de ter sido a primeira vez em que a Seleção perdeu uma partida oficial após abrir 2 a 0 no placar. O resultado também marcou a primeira vez que a defesa comandada por Carlo Ancelotti sofreu mais de um gol em uma mesma partida.
Antes do revés, o Brasil havia vencido a Coreia do Sul por 5 a 0, em amistoso realizado na última quinta-feira. Os dois jogos fizeram parte da preparação da equipe durante a atual Data Fifa. Em novembro, a Seleção voltará a campo para enfrentar Tunísia e Senegal, em amistosos previstos para serem disputados na Europa.
ANCELOTTI: ‘NÃO ESTÁ TUDO BEM, NÃO’
O técnico Carlo Ancelotti não escondeu sua insatisfação com a derrota da Seleção Brasileira por 3 a 2 para o Japão, nesta terça-feira (14), em amistoso disputado em Tóquio. Após a virada sofrida na segunda etapa, o treinador italiano destacou a falta de equilíbrio emocional da equipe e afirmou que o resultado deve servir como aprendizado para o grupo, que se prepara para a Copa do Mundo de 2026.
“Não está tudo bem, não. Quando a equipe perde, estamos incomodados, isso é normal. Todo mundo está incomodado. Não gosto de perder, nem os jogadores. Temos que aprender com essa derrota, como sempre no futebol”, declarou Ancelotti, em entrevista coletiva após o jogo.
Na avaliação do técnico, o Brasil controlava bem a partida até o erro de Fabrício Bruno, que resultou no primeiro gol japonês, aos seis minutos do segundo tempo. A partir dali, segundo ele, a equipe caiu mentalmente e não conseguiu reagir. “Acho que o jogo de hoje, até o erro do Fabrício, estava bem controlado. Depois, eu tenho muito claro o que passou. A equipe caiu mentalmente depois do primeiro erro. Isso foi o maior erro da equipe”, completou.
Questionado sobre o impacto dos erros individuais na convocação para o Mundial, Ancelotti foi ponderado. “Os erros individuais não afetam na presença de um jogador na equipe. O que temos que avaliar é a reação da equipe depois do primeiro erro, que não foi boa porque perdemos um pouco do equilíbrio no campo, do pensamento positivo. É uma boa aula para o futuro.”
A derrota para o Japão encerrou a Data Fifa de outubro, que também contou com a goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul. Em novembro, a Seleção voltará a campo para enfrentar Senegal e Tunísia, em amistosos previstos para acontecer na Inglaterra e na França. A CBF ainda confirmará oficialmente as datas e locais.
Ancelotti reforçou que o momento é de testes e observações. “Falamos ontem que essa e a próxima Data Fifa são períodos de teste, vamos seguir fazendo testes na Data Fifa de novembro. Isso não muda a nossa ideia do que fazer. Foi uma boa aula nesta noite, há coisas que precisamos aprender no jogo de hoje, sobretudo no segundo tempo.”
O treinador também destacou a oscilação da equipe entre os dois tempos da partida. “Acho que temos que ter equilíbrio no que fazer. A equipe jogou muito bem contra a Coreia, jogou bem no primeiro tempo contra o Japão e muito mal no segundo tempo. É um processo, e na Copa do Mundo temos que ter equilíbrio.”
A derrota em Tóquio expôs fragilidades emocionais e táticas que a comissão técnica pretende corrigir nos próximos compromissos. Para Ancelotti, o maior erro foi não ter uma boa reação após o primeiro gol sofrido. “Temos que aprender com os erros na segunda parte. O maior erro do time foi não ter boa reação depois do primeiro gol (sofrido).”

Casemiro puxa a fila na entrada em campo: liderança dentro e fora do gramado
Rafael Ribeiro / CBF
LÁ EM MINAS
AMÉRICA – O alviverde tornou a se complicar na luta contra o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. No último domingo (12), foi derrotado pelo Criciúma por 2 a 1, no Estádio Heriberto Hülse, pela 32ª rodada da competição. O gol do América foi de Ricardo Silva. A esperança de ganhar um ponto durou apenas um minuto, antes de o time catarinense marcar o gol da vitória. Com isso, o Coelho segue na 14ª colocação, com 38 pontos.
ATLÉTICO – Em meio à preparação para o clássico desta quarta, dia 15, às 21h30m, na Arena do Galo, contra o Cruzeiro – pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro -, o alvinegro adotou a estratégia de se blindar, sem dar maiores informações sobre os treinos. A principal dúvida diz respeito ao zagueiro Ivan Román, de 19 anos, cortado da mais recente convocação da Seleção Chilena por dores na mão esquerda, sob o risco de precisar ser operado. Sua presença no clássico é incerta.
CRUZEIRO – O zagueiro Fabrício Bruno, do time celeste, desculpou-se pelas falhas cometidas na derrota da Seleção Brasileira para o Japão por 3 a 2, em Tóquio. O jogador assumiu a responsabilidade pelo primeiro gol japonês e pediu para não ser “condenado” publicamente por seus erros. Em entrevista ao SporTV, Fabrício Bruno assumiu a culpa e agradeceu o apoio interno: “Foi um erro meu, eu assumo a responsabilidade, peço desculpa a todo torcedor brasileiro. Eu acho que, acima de tudo, é filtrar o momento, sentir a dor, mas ter a cabeça erguida para seguir adiante e sempre em busca de ter novas oportunidades.”
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