A medida, imposta pelo DoD, permite que repórteres sejam classificados como “risco à segurança” e tenham suas credenciais revogadas caso solicitem informações confidenciais a funcionários do Pentágono. Representantes de grandes veículos como The New York Times, Reuters, Associated Press, CNN e Fox News rejeitaram a política, alegando que ela compromete o princípio de jornalismo independente e a transparência das instituições públicas.
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Jornalistas protestam contra nova política de Trump que ameaça liberdade de imprensa
Da redação
Na quarta-feira, 15 de outubro, dezenas de jornalistas que cobrem regularmente o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) entregaram seus crachás de imprensa e deixaram seus escritórios no Pentágono, em Washington, D.C., em protesto contra uma nova política que restringe o acesso e a atuação da mídia nas instalações.
A medida, imposta pelo DoD, permite que repórteres sejam classificados como “risco à segurança” e tenham suas credenciais revogadas caso solicitem informações confidenciais a funcionários do Pentágono. Representantes de grandes veículos como The New York Times, Reuters, Associated Press, CNN e Fox News rejeitaram a política, alegando que ela compromete o princípio de jornalismo independente e a transparência das instituições públicas.
Segundo a Pentagon Press Association, que reúne mais de 100 empresas de comunicação, o episódio foi descrito como “um dia sombrio para a liberdade de imprensa”. Apenas algumas organizações optaram por assinar a política e manter o acesso, enquanto a maioria decidiu encerrar temporariamente suas atividades no local em forma de protesto.
A recusa coletiva demonstra a resistência da mídia àquilo que consideram uma tentativa de controle excessivo sobre a cobertura jornalística, incluindo a possibilidade de revogação de credenciais sem explicação clara. “É uma linha perigosa quando jornalistas são punidos por buscar informações de interesse público”, afirmou um porta-voz da Associação.
O Pentágono controla informações críticas sobre operações militares, orçamento e políticas de defesa dos Estados Unidos. Especialistas afirmam que restringir o acesso da imprensa pode reduzir a transparência e a responsabilização das autoridades.
Advogados especializados em direito de imprensa destacam que políticas que limitam a coleta de informações por jornalistas podem entrar em conflito com a Primeira Emenda da Constituição americana, que garante liberdade de expressão e de imprensa.
Apesar da entrega dos crachás, os veículos afirmaram que continuarão a cobertura por meios alternativos, como entrevistas externas, fontes independentes e análise de documentos públicos. O Departamento de Defesa, por sua vez, defendeu a política como “procedimentos de mídia de bom senso” voltados à proteção da segurança nacional.
O episódio pode abrir precedentes para litígios sobre limites da regulamentação do acesso da imprensa a órgãos federais e gerar debates sobre a liberdade de imprensa em tempos de crescente controle institucional. Líderes de mídia e especialistas indicam que a resistência coletiva envia uma mensagem clara sobre a importância de manter a independência jornalística frente a tentativas de censura ou restrição do acesso à informação.




