O episódio, datado de 1700, deixou um rastro de destruição. As ondas atingiram o litoral em cerca de 30 minutos, penetrando até 8 quilômetros continente adentro. Rios foram arrastados por detritos e aldeias inteiras desapareceram sob a força do mar durante as cinco horas de duração do tsunami.
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Cientistas alertam para risco de megaterremoto destruir a Costa Oeste dos EUA
Da redação
A costa oeste dos Estados Unidos vive sob a ameaça constante de um megaterremoto há mais de três séculos. O último grande evento desse tipo ocorreu há 325 anos, quando um abalo sísmico de magnitude 9 devastou a região da atual Zona de Subducção de Cascádia, provocando um tsunami com ondas de até 20 metros e velocidades que ultrapassaram 800 km/h.
O episódio, datado de 1700, deixou um rastro de destruição. As ondas atingiram o litoral em cerca de 30 minutos, penetrando até 8 quilômetros continente adentro. Rios foram arrastados por detritos e aldeias inteiras desapareceram sob a força do mar durante as cinco horas de duração do tsunami.
A Zona de Subducção de Cascádia, uma falha geológica de cerca de 1.000 quilômetros de extensão, se estende do sul da Colúmbia Britânica (Canadá) até o norte da Califórnia. Ela marca o ponto em que a placa oceânica Juan de Fuca mergulha sob a placa tectônica da América do Norte, acumulando uma imensa pressão subterrânea — comparável, segundo especialistas, a uma “panela de pressão prestes a explodir”.
Pesquisas recentes revelaram um fenômeno intrigante: o vazamento contínuo de um fluido misterioso a partir do fundo do mar, diretamente sobre a falha. Cientistas acreditam que esse líquido lubrifica a placa tectônica, ajudando a reduzir o atrito entre as superfícies. No entanto, quando o fluido diminui, a tensão geológica aumenta, elevando o risco de um colapso sísmico de grandes proporções.
Segundo estimativas da Universidade de Washington e do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), há 35% de probabilidade de a Cascádia gerar um novo terremoto de magnitude 8.0 ou superior nos próximos 50 anos. Caso ocorra, o evento poderá causar um tsunami devastador, destruir infraestruturas críticas e remodelar completamente o noroeste do Pacífico, afetando regiões como Oregon, Washington, British Columbia e o norte da Califórnia.
Autoridades locais e agências de emergência vêm intensificando programas de educação sísmica e planos de evacuação, especialmente nas áreas costeiras. Apesar dos avanços tecnológicos, os cientistas alertam: o verdadeiro desafio não é prever o dia do terremoto — e sim estar preparado para quando ele inevitavelmente acontec




