Publicidade

Publicidade

edição ma

Edição MA 4392

Última Edição #4392

Edição MA 4392

BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
Última Edição #86

Organização denuncia maus-tratos a mulheres grávidas detidas por agentes de imigração dos EUA

O número exato de grávidas atualmente em centros de detenção do ICE ainda não foi divulgado pelo governo.


Mulheres grávidas detidas por agentes de imigração dos Estados Unidos afirmaram ter recebido cuidados inadequados enquanto estavam sob custódia, segundo uma carta divulgada nesta quarta-feira (22) pela American Civil Liberties Union (ACLU). O documento pede que o governo do presidente Donald Trump pare de manter gestantes em centros de detenção federal.

A carta, enviada ao Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês), faz parte de uma campanha mais ampla de democratas e grupos de direitos dos imigrantes, que denunciam o tratamento desumano de mulheres grávidas durante a atual ofensiva migratória.

De acordo com relatos reunidos pela ACLU, várias mulheres disseram ter sido algemadas durante o transporte, colocadas em confinamento solitário por vários dias e recebido alimentação e água insuficientes em instalações no Louisiana e na Geórgia. Algumas das detidas sofreram abortos espontâneos, e uma delas desenvolveu uma infecção grave após perder o bebê.

Em entrevista à Associated Press, uma das mulheres contou que foi mantida algemada por cinco horas, durante duas viagens de avião até a Louisiana. Já libertada e tendo dado à luz, ela relatou que chegou a sangrar e sentir tontura e náuseas durante a transferência. “Como eu iria fugir se estava grávida?”, teria questionado ao oficial que se recusou a retirar as algemas.

A ACLU afirmou ter se reunido com mais de uma dezena de gestantes que estiveram sob custódia do ICE nos últimos cinco meses. Elas relataram negligência médica, falta de tradução durante atendimentos e condições degradantes, incluindo a necessidade de “implorar” por água e papel higiênico.

Em resposta, o Departamento de Segurança Interna (DHS) defendeu o tratamento oferecido, alegando que as detidas grávidas recebem acompanhamento pré-natal regular, apoio nutricional e serviços de saúde mental, em conformidade com os “padrões comunitários de cuidado”.

Entretanto, senadores democratas enviaram uma carta em setembro à secretária do DHS, Kristi Noem, expressando preocupação com a frequência e as condições de detenção de mulheres grávidas, puérperas e lactantes, e pedindo que o governo suspenda a prática, salvo em “circunstâncias excepcionais”.

O número exato de grávidas atualmente em centros de detenção do ICE ainda não foi divulgado pelo governo.

📱 Baixe o app Brazilian Times — Grátis

Publicidade

Brazilian Times
Brazilian Times
Grátis · Google Play
BAIXAR
×