GP de Austin coloca o SuperMax na disputa do título
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Coluna Roberto: Barba, cabelo e bigode!
Roberto, se não me falha a memória você já publicou um artigo sobre o Verstappen com o mesmo título? Sim! Que me perdoem os observadores e leitores dos meus artigos mas, depois do cara sobrar nos treinos, cravar a pole da Sprint, vencer a Sprint de ponta a ponta, fazer a pole da corrida principal e vencer absurdamente e soberano de ponta a ponta, não tem como não repetir o título.
A velha frase da Pirelli nunca fez tanto sentido quanto agora. Verstappen é o exemplo perfeito disso: um gênio que faz o impossível parecer simples. Ele está anos luz à frente do resto do grid, e cada GP é apenas mais uma prova do abismo que separa o talento nato dos bons pilotos, do gênio fora da curva que se tornou o SuperMax.
O holandês não precisa de um foguete para vencer. Dê a ele um carro decente e ele o transformará em uma arma de destruição em massa. O segredo? Talento, cabeça fria e um nível de confiança que faz jovens pilotos e raposas velhas como o “ex-piloto” em atividade Lewis Hamilton, reconhecer o talento indiscutível do holandês/belga.

A McLaren, por outro lado, vive um paradoxo curioso. Tem o melhor carro do momento, mas dois pilotos que ainda não entenderam o que é ser campeão. O carro não ficou ruim de uma semana para outra. O que ficou pesado foi o fardo da expectativa. E, sob pressão, o verdadeiro piloto aparece. Ou desmorona. Verstappen sobreviveu quando seu carro era uma carroça disfarçada de Red Bull. Agora que a equipe lhe deu algo mais equilibrado, ele simplesmente está massacrando os outros, inclusive a bicampeã mundial.
Enquanto isso, a McLaren parece satisfeita com dois garotos talentosos, educados e fotogênicos. O problema é que grandes campeões não são fofos. Eles não são simpáticos. Eles não pedem licença. Eles gritam, batem o pé e exigem o impossível. Prost fazia isso. Senna fazia isso. Schumacher vivia disso. E Nelson Piquet! Metia o pé na porta e nao tinha “musiquinha da Xuxa e nem capinha do Batman…Ele botava pra torar. E Verstappen é exatamente assim, um furacão com rodas e microfone desligado. Norris e Piastri? São rápidos, mas comportados. E pilotos comportados vencem corridas, mas de igual para igual, passam longe dos títulos. Verstappen é o predador. Os outros, apenas presas bem-intencionadas.
No panorama atual, embora matematicamente tenha chances, é muito difícil. O feedback do superMax é algo incrível, o carro visivelmente sofreu com ondulações na Sprint mesmo ele vencendo, e foi pole com sobras, na corrida correu sem forçar a máquina, a fera está de volta. Aviso as navegantes: deixaram o cara chegar agora aguentem a pressão. Verstappen é um gênio, e o carro tá na mão agora e aparentemente voltou a ser competitivo. É só olhar no onboard dele para perceber a diferença na tocada em relação aos demais pilotos. Ele quase não corrige praticamente nada na tocada mais, carro na linha certinho, isso foi trabalho árduo dele nos feedbacks junto aos mecânicos e a atualização de assoalho em Monza, tudo isso não aconteceu por acaso. O assoalho, a asa dianteira evoluída, e as mudanças nas suspensões, ajudaram o carro a desgastar menos os pneus.

Max estava a exatamente 104 pontos atrás do líder Piastri a 5 corridas atrás. Ele precisa tirar “apenas” 40 pontos nas 5 próximas corridas para alcançar o líder, e 26 pontos para alcançar o vice-líder Lando Norris. Lembrando que nas ultimas 5 ele tirou 64 pontos. Em um único fim de semana ( em Austin ), ele tirou 23 pontos ganhando a Sprint e corrida principal. A verdade é: com as últimas vitórias seguidas Max Verstappen está dando a volta por cima e agora pode ser pentacampeão do mundo se a McLaren não acordar para a realidade.
A maior vantagem do Verstappen é que ele com o carro atualizado ainda tem um motor novo que completou apenas 3 corridas. O motor nº 4 passou a ser usado pelo piloto somente no GP do Azerbaijão em Baku. Max vai poder acelerar e forçar tudo até a última volta da temporada. Faltam ainda 5 corridas para o final da temporada, Max Verstappen vencendo todas as etapas que restam, estará com a mão no título em Abu Dhabi.
A McLaren está a cada corrida perdendo performance, e a escolha da equipe dando a preferência para o Lando Norris poderá ser um grande tiro no pé. No domingo (19) em Austin, Verstappen com a sua vitória entrou de vez na luta pelo título. Enquanto a McLaren perdeu pontos que poderiam garantir o título com tranquilidade para o Oscar Piastri, as regras “papaya” podem dar o título para Max Verstappen. A Matemática é simples e fácil. Max Verstappen para ser campeão precisa vencer as 2 Sprint Race e as 5 corridas que faltam. O piloto tetracampeão do mundo tem que ser perfeito.
Ciente disso, Max Verstappen explicou que agora ele mais do que nunca vai para o ataque e não deixará escapar a sua oportunidade de ser pentacampeão do mundo: “Agora eu acredito que tenho chance”. “Definitivamente após Austin temos uma chance pequena de conquistar o 5° título”. “Só precisamos continuar competitivos em todos os finais de semana até o final da temporada”, concluiu Max Verstappen.
Se Verstappen vencer todas as corridas, será a maior vergonha da história para a McLaren.
A próxima etapa da F1 será o GP do México, no próximo domingo dia 26 de outubro, às 16hs horário de Brasília.
Texto by: Roberto Vieira
Jornalista e comentarista esportivo
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