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Revista Brazilian Times # 83
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Hospitais pedem isenção da nova taxa de US$ 100 mil para visto H-1B imposta pelo governo Trump

Hospitais em diversas partes dos Estados Unidos estão apelando ao governo Trump para que suspenda ou revise a nova taxa de US$ 100 mil exigida para a contratação de profissionais estrangeiros qualificados pelo programa de visto H-1B. A medida, anunciada em setembro, provocou forte reação no setor de saúde, que depende amplamente de médicos e enfermeiros internacionais para preencher vagas críticas.

Hospitais em diversas partes dos Estados Unidos estão apelando ao governo Trump para que suspenda ou revise a nova taxa de US$ 100 mil exigida para a contratação de profissionais estrangeiros qualificados pelo programa de visto H-1B. A medida, anunciada em setembro, provocou forte reação no setor de saúde, que depende amplamente de médicos e enfermeiros internacionais para preencher vagas críticas.

Em Maryland, Jamie White, diretora de enfermagem do Frederick Health, afirmou que o hospital tenta há três anos contratar cerca de 100 enfermeiros e pretendia patrocinar 45 vistos H-1B. “Com essa nova taxa, tivemos de interromper o processo. Não há como custear esse valor nem para um único profissional”, lamentou.

A Casa Branca justifica a cobrança com o argumento de priorizar “trabalhadores americanos em primeiro lugar”. De acordo com a porta-voz Taylor Rogers, a taxa busca conter o uso excessivo do programa e proteger os salários nacionais. Contudo, líderes hospitalares alertam que o resultado pode ser o oposto — agravando a escassez de profissionais, sobretudo em áreas rurais e comunidades carentes.

A Associação Americana de Hospitais (AHA) enviou uma carta ao governo solicitando isenção para o setor de saúde, argumentando que o custo adicional pode obrigar instituições a reduzir serviços e comprometer o atendimento à população. O Departamento de Segurança Interna não se pronunciou, mas o decreto prevê pedidos de exceção em casos específicos.

Apesar da justificativa oficial de proteção ao mercado de trabalho interno, representantes do setor médico alertam que, sem ajustes, a medida pode aprofundar a crise de pessoal e prejudicar pacientes em todo o país.

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