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Revista Brazilian Times # 83
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Membros da Guarda Nacional de Illinois prometem desafiar ordens de Trump para prender imigrantes: “Não foi para isso que nos alistamos”

Dois integrantes da Guarda Nacional de Illinois afirmaram que se recusam a cumprir ordens do governo Trump para participar da operação federal que pretende enviar tropas à cidade de Chicago com intuito de ajudar na detenção de imigrantes. O plano, que faz parte de uma ampla ofensiva da Casa Branca para empregar militares em cidades governadas por democratas, tem provocado forte resistência de autoridades estaduais e locais.

Dois integrantes da Guarda Nacional de Illinois afirmaram que se recusam a cumprir ordens do governo Trump para participar da operação federal que pretende enviar tropas à cidade de Chicago com intuito de ajudar na detenção de imigrantes. O plano, que faz parte de uma ampla ofensiva da Casa Branca para empregar militares em cidades governadas por democratas, tem provocado forte resistência de autoridades estaduais e locais.

A Sargento Demi Palecek, candidata à Assembleia Legislativa estadual, disse à CBS News que a missão representa uma ruptura com os valores democráticos. “É desanimador ser forçada a agir contra os próprios membros da comunidade e vizinhos. Parece ilegal. Não foi para isso que nos alistamos”, afirmou.

O Capitão Dylan Blaha, que concorre a uma vaga no Congresso, expressou preocupação semelhante, acusando a administração Trump de “desmantelar direitos fundamentais como a liberdade de expressão, o devido processo e a liberdade de imprensa”.

“Basta olhar para a Alemanha dos anos 1930 e 1940”, disse Blaha. “Há um ponto em que, se você não se opõe ao Gestapo, está se tornando parte dele.”

Ambos os militares podem enfrentar corte marcial, prisão ou expulsão das Forças Armadas caso desobedeçam ordens consideradas legais.

O governo Trump tenta mobilizar cerca de 500 membros federalizados da Guarda Nacional de Illinois e do Texas para atuar em Chicago, sob a justificativa de conter o aumento da criminalidade e os protestos contra as operações de imigração.

O governador J.B. Pritzker classificou a medida como uma forma de “autoritarismo”, prometendo resistir judicialmente. Tropas já se concentram nas imediações de Chicago, mas ainda não foram autorizadas a entrar na cidade devido a uma ação movida por líderes estaduais.

Um tribunal federal bloqueou temporariamente a operação, argumentando que ela provavelmente viola a 10ª e a 14ª Emendas da Constituição e o Posse Comitatus Act de 1878, que proíbe o uso das Forças Armadas na aplicação de leis domésticas. O bloqueio foi mantido por um tribunal de apelações, e o governo Trump recorreu à Suprema Corte para tentar revertê-lo.

Operação Midway Blitz e denúncias de abuso

Paralelamente, agentes federais do Departamento de Segurança Interna (DHS) permanecem atuando em Chicago desde o mês passado, no âmbito da “Operação Midway Blitz”, que visa prender imigrantes e conter protestos.

A operação tem sido marcada por raides de estilo militar, uso de gás lacrimogêneo e acusações de violência contra manifestantes e jornalistas. Um juiz federal determinou que os agentes passem a utilizar câmeras corporais e cessem o uso de balas de borracha e munições químicas.

O Comandante Gregory Bovino, chefe de fronteira que lidera a operação, foi flagrado em vídeo arremessando uma granada de gás contra manifestantes — em aparente descumprimento das ordens judiciais. O DHS alegou que o oficial foi atingido na cabeça por uma pedra durante o confronto. Bovino foi intimado a comparecer ao tribunal ainda esta semana.

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