A cantora, compositora e atriz Ana Fernandez tem feito vários grandes tributos aos grandes nomes da música brasileira e internacional e desta vez nos surpreende com um Tributo a Elis Regina, que foi e continua sendo uma das maiores vozes do nosso país.
Publicidade
Coluna GIsele Cadamuro: Ana Fernandes realiza Tributo a Elis Regina
A cantora, compositora e atriz Ana Fernandez tem feito vários grandes tributos aos grandes nomes da música brasileira e internacional e desta vez nos surpreende com um Tributo a Elis Regina, que foi e continua sendo uma das maiores vozes do nosso país.
Elis Regina Carvalho Costa nascida em Porto Alegre Rio Grande do Sul em 17 de Março de 1945, e morreu em 19 de Janeiro de 1982, em São Paulo, sua partida muito cedo aos 36 parou o país inteiro. Elis
Foi a primeira grande artista a surgir dos festivais de música na década de 1960, e descolava-se da estética da Bossa Nova pelo uso de sua extensão vocal e de sua dramaticidade. Inicialmente, seu estilo era influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria.
Depois de quatro LP’s gravados e sem grande sucesso — Viva a Brotolândia (1961), Poema de Amor (1962), Elis Regina (1963), O Bem do Amor (1963) — Elis foi a maior revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou “Arrastão” de Vinícius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe garantiria o convite para atuar na televisão e, pouco tempo depois, o título de primeira estrela da canção popular brasileira, quando passou a comandar, ao lado de Jair Rodrigues, um dois mais importantes programas de música popular brasileira, O Fino da Bossa.
Cantou muitos gêneros: da MPB, passou pela bossa nova, samba, rock e jazz. Interpretando canções como “Madalena”, “Águas de Março”, “Atrás da Porta”, “Como Nossos Pais”, “O Bêbado e a Equilibrista” e “Querellas do Brasil”, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza e patriotismo. Ao longo de toda sua carreira, destacou-se por cantar também músicas de artistas, ainda, pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Belchior, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro.
Entre outras parcerias, são célebres os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim e Rita Lee. Com seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, consagrou um longo trabalho de grande criatividade e consistência musical e, em termos técnicos, foi considerada a melhor cantora brasileira. Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis (1972), Elis (1973), Elis & Tom (1974), Elis (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Essa Mulher (1979), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980). Foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. Em 2013, foi eleita a melhor voz feminina da música brasileira pela Revista Rolling Stone. Elis foi citada também na lista dos maiores artistas da música brasileira, ficando na 14ª posição, sendo a mulher mais bem colocada.
Em novembro do mesmo ano estreou um musical em sua homenagem Elis, o musical.
Elis Regina morreu precocemente aos 36 anos, no auge da carreira, causando forte comoção no país e deixando uma vasta obra na música popular brasileira.
Ana Fernandez está super feliz em homenagear a Pimentinha, como era chamada carinhosamente a nossa grande Elis, inesquecível Elis Regina, patrimônio brasileiro da nossa cultura musical.




