Um adolescente brasileiro de 13 anos, que vive em Everett, Massachusetts, e enfrenta diversas acusações por conduta criminosa, concordou em voltar voluntariamente ao Brasil. Seus pais, porém, optaram por continuar nos Estados Unidos, onde aguardam a análise de um pedido de asilo.
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Brasileiro de 13 anos acusado de integrar gangue em Massachusetts aceita retornar ao Brasil; pais decidem permanecer nos EUA
Um adolescente brasileiro de 13 anos, que vive em Everett, Massachusetts, e enfrenta diversas acusações por conduta criminosa, concordou em voltar voluntariamente ao Brasil. Seus pais, porém, optaram por continuar nos Estados Unidos, onde aguardam a análise de um pedido de asilo.
Arthur Yuri De Almeida Silva Berto foi detido na própria escola após supostamente ameaçar “matar a tiros” um colega. Segundo documentos das autoridades, a polícia encontrou o adolescente em um ponto de ônibus próximo ao local, portando uma faca de aproximadamente 14 centímetros. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirma ainda que o jovem é associado à gangue brasileira conhecida como “33”.
Histórico de ocorrências
Registros da polícia de Everett indicam que o adolescente acumula 11 queixas anteriores, envolvendo vandalismo, furto, brigas, invasão de propriedade e outras infrações. Após sua detenção, ele foi colocado sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), que o classificou como “ameaça à segurança pública”.
“A ficha desse indivíduo inclui agressões violentas, danos à propriedade e ameaças com arma”, declarou em nota Tricia McLaughlin, porta-voz do DHS. Ela acrescentou que o adolescente teria mostrado uma arma de fogo a outro estudante antes de fazer ameaças.
Família contesta narrativa
A mãe do jovem, Josiele Berto, afirmou ao Boston Globe que ficou desesperada ao saber da prisão e que seu filho “é apenas uma criança”. Ela destacou que tanto ela quanto o menino possuem processos de asilo em andamento.
“Ele tem só treze anos. Não sei como ele está sendo tratado ou se está seguro”, disse. A família chegou aos Estados Unidos em 2021, cruzando a fronteira do Arizona, em busca de melhores condições de vida.
Durante uma audiência, o juiz negou fiança ao adolescente, alegando risco à comunidade. Segundo o advogado, Andrew Lattarulo, o garoto pediu desculpas e chorou ao pedir para ver a mãe, mas a decisão já estava tomada.
Lattarulo afirmou ainda que, embora o comportamento do menor seja grave, ele continua sendo uma criança e não deveria “ter sua vida destruída por erros cometidos nessa idade”.
Família segue caminhos diferentes
Enquanto o adolescente deve embarcar para o Brasil nos próximos dias, onde ficará aos cuidados de familiares, a mãe e o padrasto afirmaram que continuarão nos EUA para tentar seguir com o processo de asilo. Ela não explicou por que não retornará ao Brasil junto com o filho.




