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Revista Brazilian Times # 86
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DHS afirma que agentes foram alvo de tiros durante operações de imigração marcadas por confrontos em Chicago

O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que agentes federais foram alvo de disparos no sábado durante uma ação de fiscalização imigratória em Chicago. No mesmo dia, manifestantes acusaram os agentes de usar spray de pimenta e granadas de efeito moral em diversos pontos da cidade.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que agentes federais foram alvo de disparos no sábado durante uma ação de fiscalização imigratória em Chicago. No mesmo dia, manifestantes acusaram os agentes de usar spray de pimenta e granadas de efeito moral em diversos pontos da cidade.

Chicago tem sido palco de confrontos cada vez mais intensos entre equipes federais encarregadas de prisões migratórias e moradores que se opõem às políticas de deportação em larga escala do governo Trump. Na sexta-feira, uma juíza federal impôs limites ao uso de força pelos agentes, após episódios envolvendo gás lacrimogêneo e agressões contra manifestantes.

Segundo o DHS, o tiroteio ocorreu na manhã de sábado, no bairro de Little Village. Um homem conduzindo um Jeep preto teria atirado contra agentes da Patrulha de Fronteira e fugido logo em seguida. Um suspeito mexicano acabou detido em conexão com o ataque, de acordo com uma publicação da agência no X (antigo Twitter).

A secretária assistente do DHS, Tricia McLaughlin, classificou o episódio como parte de “uma onda de violência sem precedentes contra agentes federais”, atribuindo a responsabilidade a autoridades locais e veículos de imprensa que, segundo ela, “incitam hostilidade”.

Por outro lado, defensores de imigrantes e autoridades municipais afirmam que é o próprio governo federal que tem provocado medo, violência e tensão em comunidades que permaneciam pacíficas.

“Foi um dia aterrorizante”, disse o vereador Mike Rodriguez, que relata ter visto granadas de efeito moral sendo detonadas no meio da rua. “Isso é parte de uma política de intimidação vinda diretamente da Casa Branca.”

A credibilidade das ações federais na operação chamada “Midway Blitz” já havia sido questionada anteriormente. Em uma decisão judicial, a juíza Sara Ellis afirmou que o chefe da Patrulha de Fronteira, Greg Bovino, “admitiu ter mentido” ao relatar ter sido atingido por uma pedra antes de lançar gás lacrimogêneo em uma manifestação. Imagens analisadas pelo tribunal não corroboraram sua versão dos fatos.

O governo Trump protocolou no domingo um recurso contra a decisão que limita o uso de força pelos agentes. O Tribunal de Apelações do 7º Circuito ainda não definiu quando analisará o processo.

A National Lawyers Guild de Chicago informou que nove pessoas foram detidas e levadas sob custódia federal durante as operações. O DHS disse ter prendido oito cidadãos americanos e um imigrante sem documentação.

Após o ataque a tiros, o DHS afirmou que agentes também tiveram veículos atingidos por tijolos e latas de tinta atiradas por manifestantes. Em outro momento, agentes usaram dispositivos de explosão e contenção contra pessoas que bloqueavam ruas na região da 26th com Pulaski.

Vídeos feitos por moradores mostram agentes saindo de viaturas armados e o uso de granadas de efeito moral sem aviso prévio, dispersando transeuntes e motoristas que estavam no local.

Líderes comunitários e legisladores locais condenaram fortemente as ações.

“Essas incursões são projetadas para provocar e espalhar o caos”, disse o prefeito Brandon Johnson. “E deixam a polícia local encarregada de lidar com as consequências.”

A senadora estadual Celina Villanueva chegou a descrever as operações como “terrorismo sancionado pelo Estado” e elogiou a resistência pacífica dos moradores, que utilizam apitos para alertar sobre a presença de agentes federais.

Já o DHS insistiu que continuará com as operações de detenção e deportação. “Se alguém agredir um agente federal, enfrentará as consequências”, declarou McLaughlin.

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