Em meio à reviravolta judicial, Leidig deu à luz o primeiro filho do casal, Isidore. Em nota, Silva declarou que o período foi marcado por “terror e racismo”, mas também por “gratidão” por estar presente no nascimento do filho e por “ter sobrevivido a uma experiência devastadora”.
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Caso de brasileiro detido pelo ICE e acusado de crimes sexuais é arquivado
O artista brasileiro Guilherme Lemes Cardoso e Silva, de 35 anos, viveu uma sequência de meses marcados por trauma, incerteza e exposição pública. Detido por agentes do Departamento de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) em julho deste ano, ele chegou a ser acusado de exploração sexual infantil no estado de Washington — acusações que agora foram arquivadas sem prejuízo.
De acordo com as informações, Silva, que mora nos Estados Unidos há cerca de oito anos, foi inicialmente acusado de posse de imagens de menores em conduta sexual explícita e exploração sexual de menor. Ele se declarou inocente em audiência realizada no dia 8 de agosto. Pouco mais de dois meses depois, em 6 de outubro, um juiz do condado de Whatcom decidiu encerrar o caso, permitindo que as autoridades retomem as acusações futuramente, caso novas evidências surjam.
De acordo com o promotor Caleb Nagel, o arquivamento “sem prejuízo” tem como objetivo permitir a conclusão das investigações. “As acusações poderão ser reapresentadas após a revisão completa de todas as provas”, declarou.
A prisão do artista ocorreu no dia 11 de julho, quando ele se dirigia para buscar sua filha de 4 anos. Segundo sua esposa, Rachel Leidig, que estava grávida de sete meses na época, ele foi “emboscado” por homens mascarados em uma estrada particular na Ilha de San Juan, no estado de Washington. O Departamento de Segurança Interna (DHS), entretanto, afirma que agentes do ICE se identificaram e cumpriram um mandado de prisão por violação das leis de imigração, alegando que Silva havia ultrapassado o prazo de permanência de seu visto em quase oito anos.
Silva e Leidig afirmam que o brasileiro estava em processo de regularização migratória, com formulários I-485 (pedido de ajuste de status) e I-130 (petição de familiar estrangeiro) já protocolados. Após ser detido, ele foi transferido para o presídio do Condado de Whatcom, onde permaneceu até setembro, quando foi libertado.
O caso criminal girava em torno de imagens encontradas em seu celular, apreendido durante a prisão. Desde o início, Silva negou qualquer envolvimento em crimes, chamando as acusações de “infundadas”.
Em meio à reviravolta judicial, Leidig deu à luz o primeiro filho do casal, Isidore. Em nota, Silva declarou que o período foi marcado por “terror e racismo”, mas também por “gratidão” por estar presente no nascimento do filho e por “ter sobrevivido a uma experiência devastadora”.
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