Bueno evitou comentar os materiais apresentados pela Seape e afirmou que a discussão sobre o dispositivo seria uma tentativa de “justificar o injustificável”.
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Advogado de Bolsonaro chama dano em tornozeleira de “narrativa” e critica medida imposta ao ex-presidente
Da redação
O advogado de Jair Bolsonaro (PL), Paulo Amador da Cunha Bueno, classificou como “narrativa” as informações sobre danos na tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, após a divulgação de um vídeo e de um laudo da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) que mostram o equipamento com marcas semelhantes a queimaduras.
Bueno evitou comentar os materiais apresentados pela Seape e afirmou que a discussão sobre o dispositivo seria uma tentativa de “justificar o injustificável”. Segundo a secretaria, agentes foram informados de que a tornozeleira teria batido em uma escada, mas o relatório interno descarta sinais de impacto compatíveis com queda ou choque. “O dispositivo violado foi então recolhido e a equipe de escolta retornou ao posto de vigilância externo à residência”, aponta o documento.
O advogado também contestou qualquer possibilidade de fuga. Ele destacou que Bolsonaro vive sob vigilância constante de agentes federais e alegou que o monitoramento eletrônico teria caráter “humilhante”. “Desconheço qualquer indivíduo no Brasil com tornozeleira eletrônica que tenha uma escolta permanente na porta de sua casa”, afirmou.
Bueno chegou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília às 13h13 e deixou o local por volta das 16h, entrando e saindo do prédio diversas vezes ao telefone.
Reações em frente à PF
Desde as primeiras horas da manhã, manifestantes se concentraram na porta da PF. Grupos com camisetas vermelhas comemoraram a prisão preventiva do ex-presidente, chegando a abrir uma garrafa de champanhe. Já apoiadores de Bolsonaro exibiram faixas e fizeram orações pedindo sua libertação.
Decisão de Alexandre de Moraes
Bolsonaro foi preso preventivamente nesta quinta-feira por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. No despacho, Moraes cita o dano na tornozeleira eletrônica e também o chamamento de vigílias em frente ao condomínio do ex-presidente feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o ministro, a prisão se justifica pela “garantia da ordem pública”, diante do risco de aglomerações e da necessidade de proteção ao próprio custodiado.
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