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Revista Brazilian Times # 86
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Estudo revela que ansiedade entre moradores da Flórida está ligada ao uso de redes sociais e varia conforme a idade

Um novo estudo indica que a ansiedade entre residentes da Flórida está diretamente relacionada ao uso de redes sociais — e atinge jovens de forma desproporcional. A pesquisa, realizada em maio de 2025 por especialistas em saúde pública e políticas sociais, confirma que o estado segue a tendência nacional: cerca de 1 em cada 5 adultos apresenta sintomas moderados ou graves de ansiedade.

Um novo estudo indica que a ansiedade entre residentes da Flórida está diretamente relacionada ao uso de redes sociais — e atinge jovens de forma desproporcional. A pesquisa, realizada em maio de 2025 por especialistas em saúde pública e políticas sociais, confirma que o estado segue a tendência nacional: cerca de 1 em cada 5 adultos apresenta sintomas moderados ou graves de ansiedade.

Segundo o National Institutes of Health, mais de 40 milhões de adultos nos Estados Unidos convivem com transtornos de ansiedade. E, nos últimos anos, pesquisadores como o psicólogo social Jonathan Haidt apontam um fator crescente: a influência do uso intenso de smartphones e redes sociais no bem-estar emocional, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.

A pesquisa

O levantamento ouviu 500 adultos da Flórida, em amostra representativa por idade, raça, gênero, filiação política e região. Para medir os sintomas, os pesquisadores aplicaram o questionário GAD-7, ferramenta amplamente usada para avaliar ansiedade generalizada.

Embora a média geral tenha sido de 4,74 pontos, indicando ausência de transtorno no conjunto da população, 18,6% dos entrevistados mostraram sinais de ansiedade moderada ou severa — o equivalente a 3,5 milhões de floridianos.

O recorte por idade, porém, mostrou um salto expressivo:

Geração Z (18 a 27 anos): média de 8,17

Millennials: 6,50

Geração X: 5,32

Baby boomers: 3,04

Os números confirmam estudos nacionais que apontam a Geração Z como o grupo mais vulnerável à ansiedade.

Redes sociais: fator agravante

A pesquisa também investigou o impacto do tempo gasto em redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok. A relação encontrada foi clara: quanto mais horas online, maior o nível de ansiedade.

Pessoas que não usam redes sociais: média de 3,56 pontos no GAD-7

Menos de 1 hora por semana: 3,74

De 7 a 9 horas semanais: 6,10

10 horas ou mais: 7,08

Entre jovens adultos (Geração Z e millennials), a correlação foi ainda mais forte:

Menos de 1 hora semanal: 2,89 pontos

10 horas ou mais: 8,73 pontos

O estudo mostra que não apenas o tempo gasto importa, mas também o motivo do uso. Usuários que acessam redes sociais para manter contato com familiares apresentaram níveis mais baixos de ansiedade, enquanto aqueles que buscam tendências, notícias, padrões de beleza ou inspiração estética exibiram índices mais altos.

Um dos indicadores mais contundentes foi o chamado “FOMO” (medo de estar perdendo algo). Entre quem relatou sentir esse efeito, os índices de ansiedade variaram entre 7,26 e 9,00. Entre os que não se identificaram com a afirmação, as médias ficaram abaixo de 4,16.

Reduzir o uso pode ser parte da solução

Os pesquisadores afirmam que o estudo não permite concluir que as redes sociais são a única causa do aumento da ansiedade, já que fatores como sobrecarga de informações digitais e a diminuição do contato presencial também influenciam. No entanto, os dados reforçam que o tempo gasto nas plataformas tem impacto significativo na saúde mental, especialmente entre os mais jovens.

Entre as recomendações destacadas estão:

limitar o uso diário a cerca de 30 minutos, com lembretes automáticos;

realizar pausas periódicas, como um mês longe das redes;

buscar apoio profissional, quando necessário.

Os autores concluem que moderar a exposição às redes sociais pode ser uma ferramenta importante para reduzir os níveis de ansiedade e promover hábitos mais saudáveis entre os jovens floridianos.

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