O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou nesta terça-feira um novo mandado de execução, marcando mais um capítulo no ano em que o estado estabeleceu um ritmo recorde de aplicação da pena de morte. Dezesseis das 43 execuções realizadas nos Estados Unidos em 2025 ocorreram na Flórida, consolidando o estado como líder nacional em procedimentos deste tipo.
Publicidade
Governador da Flórida assina novo mandado de execução e estado atinge ritmo recorde de pena de morte em 2025
O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou nesta terça-feira um novo mandado de execução, marcando mais um capítulo no ano em que o estado estabeleceu um ritmo recorde de aplicação da pena de morte. Dezesseis das 43 execuções realizadas nos Estados Unidos em 2025 ocorreram na Flórida, consolidando o estado como líder nacional em procedimentos deste tipo.
O condenado Frank Athen Walls, de 58 anos, deverá ser executado por injeção letal no dia 18 de dezembro, na Prisão Estadual da Flórida. Ele se torna o 19º preso a ter a execução marcada este ano — um número sem precedentes desde a retomada da pena de morte no país, em 1976. Outros dois detentos também têm execuções programadas ainda para 2025.
A próxima execução está prevista para quinta-feira, quando o condenado Richard Barry Randolph será submetido à injeção letal. Já Mark Allen Geralds, também condenado por assassinato, tem execução marcada para 9 de dezembro. A execução mais recente no estado ocorreu em 13 de novembro, quando Bryan Frederick Jennings, condenado por estuprar e matar sua vizinha, foi morto por injeção letal.
Condenações e histórico criminal
Walls foi condenado inicialmente em 1988 por dois assassinatos, dois sequestros, além de crimes de invasão de domicílio e furto. A Suprema Corte da Flórida anulou o julgamento, mas ele foi novamente condenado à morte em 1992.
Segundo os registros judiciais, Walls invadiu, em julho de 1987, a casa móvel onde viviam o militar da Base Aérea de Eglin, Edward Alger, e sua namorada, Ann Peterson. Ele amarrou o casal, mas Alger conseguiu se soltar e reagir. Walls cortou sua garganta e o matou com um tiro na cabeça. Peterson também foi baleada ao tentar se defender.
Walls foi preso no dia seguinte, após seu colega de quarto alertar as autoridades sobre comportamentos suspeitos. Objetos pertencentes às vítimas foram encontrados na residência, e Walls confessou o crime.
Depois da condenação, novas evidências de DNA o ligaram ao estupro e assassinato de Audrey Gygi, ocorrido em maio de 1987. Walls não contestou a acusação, evitando novo julgamento e a possibilidade de outra pena de morte. Ele também admitiu ter matado Tommie Lou Whiddon em 1985 e Cynthia Sue Condra em 1986, como parte de um acordo com a promotoria.
Advogados de defesa devem recorrer à Suprema Corte da Flórida e à Corte Suprema dos EUA.
Ano mais ativo do país em mais de uma década
A Flórida é um dos 11 estados que realizaram execuções em 2025, mas lidera com folga o número total. Alabama, Texas e Carolina do Sul aparecem logo atrás, com cinco execuções cada. A política agressiva de DeSantis no tema transformou 2025 no ano mais movimentado para a pena de morte nos Estados Unidos em mais de dez anos.




