O governo do presidente Donald Trump determinou uma revisão completa de todos os refugiados admitidos nos Estados Unidos durante a administração de Joe Biden, segundo um memorando interno obtido pela agência Reuters. A medida atinge aproximadamente 200 mil pessoas que receberam status de refugiado entre 20 de janeiro de 2021 e 20 de fevereiro de 2025.
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Governo Trump inicia revisão de 200 mil refúgios concedidos na gestão Biden e suspende pedidos de residência permanente
O governo do presidente Donald Trump determinou uma revisão completa de todos os refugiados admitidos nos Estados Unidos durante a administração de Joe Biden, segundo um memorando interno obtido pela agência Reuters. A medida atinge aproximadamente 200 mil pessoas que receberam status de refugiado entre 20 de janeiro de 2021 e 20 de fevereiro de 2025.
De acordo com o documento, o governo anterior teria priorizado rapidez e volume na aprovação dos pedidos, reduzindo o rigor nas entrevistas e nos critérios de admissibilidade. Por esse motivo, a atual administração ordenou que o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) realize uma nova entrevista individual com cada refugiado do período. Caso sejam encontradas inconsistências, omissões ou falta de conformidade com os requisitos legais, o status poderá ser revogado.
Além da reavaliação, o memorando também suspende temporariamente a tramitação de todos os pedidos de residência permanente (green card) feitos por esses refugiados até que a revisão seja concluída. A suspensão deverá permanecer em vigor enquanto o USCIS reanalisa os processos.
O documento ainda afirma que a medida é necessária para “restaurar padrões de segurança e integridade” no sistema de asilo. O memorando autoriza o USCIS, “quando apropriado”, a revisar casos de refugiados admitidos fora desse período, ampliando o alcance da ação.
A decisão aumenta a tensão entre comunidades imigrantes e organizações de direitos humanos, que temem que a revisão resulte em cancelamentos de status e possíveis ordens de deportação. O governo Trump, no entanto, sustenta que a revisão é preventiva e voltada à segurança nacional.
A Casa Branca ainda não comentou publicamente o conteúdo do memorando.
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