Nova medida da TSA visa cobrir custos de verificação manual de identidade e acelerar a adesão ao padrão federal de segurança.
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Viajantes sem REAL ID ou Passaporte pagarão taxa de US$ 45 nos aeroportos a partir de 1º de Fevereiro
A Administração de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (TSA) anunciou nesta segunda-feira uma mudança significativa nos procedimentos de embarque que afetará diretamente o bolso dos viajantes despreparados. A partir do dia 1º de fevereiro, passageiros que chegarem aos pontos de verificação de segurança (checkpoints) sem um documento compatível com o REAL ID ou um passaporte válido estarão sujeitos a uma taxa de US$ 45 (aproximadamente R$ 270).
A cobrança faz parte da próxima fase de implementação da Lei REAL ID, uma legislação de segurança nacional que estabelece padrões mínimos para documentos de identificação.
O motivo da cobrança: Segundo a agência, a taxa será aplicada para cobrir os custos operacionais da verificação de identidade alternativa. Quando um viajante não apresenta um documento padronizado (como a carteira de motorista com a estrela no canto superior ou um passaporte), os agentes da TSA precisam realizar uma verificação manual através de sistemas biométricos ou biográficos para confirmar quem é a pessoa. Esse processo é mais demorado e consome recursos da agência.
“A taxa reflete o custo adicional de processar viajantes que não estão em conformidade com os padrões federais de segurança”, indicou o comunicado da TSA.
O que muda para o imigrante e o turista? Para a comunidade imigrante, a notícia exige atenção redobrada, mas não pânico. A regra não impede o voo, desde que a identidade possa ser verificada e a taxa seja paga. No entanto, a medida reforça a necessidade de portar os documentos corretos:
Passaportes e Green Cards: Estes documentos já são considerados compatíveis com o REAL ID. Imigrantes que viajam portando seu passaporte estrangeiro (válido e com visto, se aplicável) ou o Cartão de Residente Permanente (Green Card) não precisarão pagar a taxa.
Carteiras de Motorista Antigas: O alvo principal da medida são pessoas que viajam voos domésticos usando apenas carteiras de motorista estaduais antigas (“Standard Licenses”) que não possuem a estrela de validação federal.
Adesão atual A TSA informou que cerca de 94% dos viajantes nos Estados Unidos já utilizam o REAL ID ou outra forma aceitável de identificação (como passaportes militares ou cartões de viajante global). A nova taxa visa pressionar os 6% restantes a regularizarem sua documentação antes da implementação total da lei, que poderá, no futuro, barrar completamente o embarque de quem não tiver a documentação adequada.
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