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Revista Brazilian Times # 83
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Órgão responsável pela segurança dos aeroportos compartilham dados de passageiros com ICE

A Administração de Segurança de Transportes dos Estados Unidos (TSA, sigla em inglês) passou a fornecer regularmente ao Departamento de Imigração e Alfândega (ICE) os nomes de passageiros que circulam por aeroportos do país, como parte do esforço do governo do presidente em exercício Donald Trump para ampliar a fiscalização migratória e acelerar deportações.

A Administração de Segurança de Transportes dos Estados Unidos (TSA, sigla em inglês) passou a fornecer regularmente ao Departamento de Imigração e Alfândega (ICE) os nomes de passageiros que circulam por aeroportos do país, como parte do esforço do governo do presidente em exercício Donald Trump para ampliar a fiscalização migratória e acelerar deportações. A informação foi revelada pelo The New York Times.

De acordo com a reportagem, a TSA envia ao ICE, várias vezes por semana, listas contendo dados de viajantes que devem passar por aeroportos norte-americanos. O material é utilizado para cruzamento com bancos de dados de imigração, permitindo que agentes federais identifiquem pessoas com ordens de deportação pendentes ou em situação migratória irregular.

Tradicionalmente, as informações coletadas pela TSA tinham como finalidade principal a segurança da aviação civil e a prevenção de ameaças aos voos. Com a nova diretriz, esses dados passam a ter uso direto em operações de imigração, transformando aeroportos em pontos estratégicos de fiscalização migratória.

Autoridades federais defendem a medida como uma cooperação interagências legítima, afirmando que o compartilhamento de informações visa reforçar o cumprimento das leis de imigração em vigor. Segundo o governo, os dados já são fornecidos pelos próprios passageiros durante a compra da passagem e o processo de check-in.

Relatos divulgados pela imprensa norte-americana indicam que a integração entre TSA e ICE já resultou em detenções em aeroportos, incluindo a retirada de passageiros de voos domésticos e internacionais. Em alguns casos, as deportações ocorreram em prazos curtos, após a identificação do viajante nas listas compartilhadas.

Embora o governo não tenha divulgado números oficiais, organizações de defesa dos direitos civis afirmam que a prática pode afetar milhares de pessoas que utilizam o transporte aéreo para trabalho, estudo ou compromissos familiares.

A política tem gerado forte reação de entidades de direitos humanos e especialistas em imigração. Críticos argumentam que o compartilhamento amplo de dados de passageiros levanta preocupações sobre privacidade, transparência e devido processo legal, além de criar um ambiente de medo entre comunidades imigrantes.

Essas organizações destacam que pessoas sem histórico criminal podem ser detidas durante deslocamentos rotineiros, o que, na prática, amplia o alcance das operações migratórias para além de ações direcionadas a indivíduos considerados uma ameaça à segurança pública.

A iniciativa se insere em um conjunto mais amplo de medidas adotadas pelo governo Trump para endurecer a política migratória, com foco no aumento das deportações e na integração de bases de dados entre diferentes agências federais. O tema deve continuar no centro do debate político e jurídico nos Estados Unidos, especialmente diante de possíveis contestações legais e da repercussão entre a opinião pública.

Enquanto isso, especialistas alertam que a nova prática pode redefinir a relação entre segurança aeroportuária e fiscalização migratória, com impactos diretos sobre milhões de passageiros que transitam anualmente pelos aeroportos do país.

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