O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão do programa de loteria do green card, mecanismo federal que concede residência permanente por meio de sorteio. A decisão foi comunicada na sexta-feira (19) pelo presidente Donald Trump e detalhada pela secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem.
Publicidade
Publicidade
Governo dos EUA interrompe programa de loteria do green card após ataque em universidade
O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão do programa de loteria do green card, mecanismo federal que concede residência permanente por meio de sorteio. A decisão foi comunicada na sexta-feira (19) pelo presidente Donald Trump e detalhada pela secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem.
Segundo as autoridades, a medida foi tomada após a identificação de uma ligação entre o autor do ataque a tiros ocorrido na Brown University e o fato de ele ter obtido o green card por meio do programa de loteria.
O ataque aconteceu no dia 13 de dezembro, no campus da universidade em Rhode Island, resultando na morte de dois estudantes e deixando outros nove feridos. O principal suspeito era Claudio Manuel Valente, cidadão português e ex-aluno da instituição. Ele entrou nos Estados Unidos em 2017 após ser selecionado pela loteria do green card e tinha como último endereço conhecido a cidade de Miami, na Flórida, conforme registros oficiais.
Valente também é investigado pela morte do professor do MIT, Nuno Loureiro, em Massachusetts, ocorrida dois dias depois do ataque em Brown. Após uma intensa busca, ele foi encontrado morto em New Hampshire. As autoridades apontam que ele agiu sozinho, afirmam não haver ameaça contínua à população e informam que a motivação dos crimes ainda não foi esclarecida.
Criado por legislação federal, o programa da green card lottery concede até 50 mil vistos anuais a cidadãos de países com baixos índices de imigração para os Estados Unidos. Especialistas em imigração alertam que a suspensão pode enfrentar contestações judiciais, uma vez que alterações permanentes no programa exigem aprovação do Congresso americano.
Publicidade




