Segundo os investigadores, os suspeitos — Nicole Pokrzywa, de 36 anos, e William Cosmen, de 38 — teriam informado às autoridades que o parto ocorreu dentro de casa, no banheiro.
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Casal é acusado de tentar descartar recém-nascida em vaso sanitário e enterrá-la em caixa de cerveja em Illinois
Da redação
Um casal de Wilmington, no estado de Illinois, foi acusado pelas autoridades locais de tentar descartar o corpo de uma recém-nascida em um vaso sanitário e, após não conseguir, enterrá-la no quintal da residência dentro de uma caixa de cerveja. O caso, investigado pelo Will County Sheriff’s Office, chocou a comunidade pela gravidade e pelas circunstâncias relatadas pela polícia.
Segundo os investigadores, os suspeitos — Nicole Pokrzywa, de 36 anos, e William Cosmen, de 38 — teriam informado às autoridades que o parto ocorreu dentro de casa, no banheiro. De acordo com o depoimento, após o nascimento, Cosmen teria tentado empurrar o corpo da bebê pelo vaso sanitário com o auxílio de um desentupidor, sem sucesso. O corpo teria permanecido no local durante a noite.
No dia seguinte, ainda segundo o relatório policial, o casal colocou o corpo da criança em um saco plástico, envolveu-o em tecido e o enterrou no quintal da propriedade dentro de uma caixa de cerveja da marca Old Style, a cerca de 90 centímetros de profundidade. A existência do enterro irregular foi descoberta após uma denúncia, o que levou as autoridades a realizarem buscas no local.
Uma autópsia preliminar realizada pelo escritório do legista apontou que a bebê era do sexo feminino e teria entre 22 e 27 semanas de gestação. Até o momento, as autoridades não divulgaram se a criança nasceu com vida nem as causas exatas da morte, informações que dependem de exames complementares ainda em andamento.
O casal foi formalmente acusado de profanação de cadáver, crime previsto na legislação do estado de Illinois. A promotoria informou que novas acusações não estão descartadas, a depender do avanço das investigações e dos resultados finais da perícia. Os dois foram liberados mediante intimação para comparecer posteriormente à Justiça.
O caso segue sob investigação e reacende discussões sobre violência contra recém-nascidos, saúde mental, acesso a atendimento médico e a necessidade de mecanismos eficazes de proteção à infância. As autoridades pedem cautela enquanto os fatos são apurados e reforçam que mais detalhes poderão ser divulgados à medida que o inquérito avance.
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