Em meio ao clima de incerteza e às recentes investidas do presidente Donald Trump contra políticas migratórias, três senadores dos Estados Unidos apresentaram nesta quarta-feira o Dream Act de 2025, uma nova tentativa de garantir residência permanente e um caminho para a cidadania a jovens imigrantes que cresceram no país sem status legal.
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Senado dos EUA apresenta Dream Act de 2025 em meio a ataques da administração Trump contra jovens imigrantes
Em meio ao clima de incerteza e às recentes investidas do presidente Donald Trump contra políticas migratórias, três senadores dos Estados Unidos apresentaram nesta quarta-feira o Dream Act de 2025, uma nova tentativa de garantir residência permanente e um caminho para a cidadania a jovens imigrantes que cresceram no país sem status legal.
A proposta é liderada pelo senador Alex Padilla (D-Calif.), membro de destaque no Subcomitê de Imigração do Senado, ao lado do líder da minoria democrata no Comitê Judiciário, Dick Durbin (D-Ill.), e da republicana Lisa Murkowski (R-Alaska). Em coletiva de imprensa, os parlamentares se uniram a Dreamers, beneficiários do programa DACA e especialistas em imigração para reforçar a urgência da medida, especialmente diante do que descrevem como “ataques sem precedentes” da administração Trump contra jovens indocumentados.
Quem são os Dreamers
Conhecidos como Dreamers, esses jovens chegaram aos Estados Unidos ainda na infância, estudaram, trabalham e construíram suas vidas no país. Apesar disso, continuam vivendo em situação irregular e, na maioria dos casos, não têm qualquer via legal para se tornarem cidadãos, mesmo tendo crescido nos EUA.
Organizado em parceria com a coalizão Home Is Here — que reúne entidades como FWD.us, NILC e United We Dream — o evento marcou mais um capítulo na luta por estabilidade migratória.
Senadores criticam ataques de Trump e pedem ação imediata do Congresso
“Por décadas, o impasse político deixou os Dreamers vivendo em limbo. E sob a administração Trump, eles agora têm medo de serem capturados a qualquer momento pela cruel campanha de deportações em massa”, disse Padilla. Ele destacou que esses jovens são parte essencial da força econômica do país e que o Congresso precisa agir com urgência.
Durbin, que apresentou uma versão do Dream Act pela primeira vez há 24 anos, afirmou que a vida de milhares de jovens permanece à mercê de decisões judiciais e de políticas instáveis. “DACA está por um fio, e muitos nem sequer se qualificam para o programa. Esses jovens vivem diariamente sob o risco de deportação. Apenas o Congresso pode lhes dar a estabilidade que merecem”, afirmou.
Ele agradeceu a parceria de Murkowski e reforçou que a questão é “de justiça e equidade americanas”.
O que prevê o Dream Act de 2025
O projeto estabelece que jovens sem status migratório poderão se qualificar para residência permanente e, posteriormente, cidadania se atenderem a critérios como:
– Terem chegado aos EUA quando crianças e viverem sem status legal;
– Terem concluído o ensino médio ou obtido um GED;
– Ter ensino superior, trabalhar legalmente por ao menos três anos ou servir nas Forças Armadas;
– Passar por verificações de segurança e pagar taxas de aplicação;
– Demonstrar proficiência em inglês e conhecimento de história dos EUA;
– Não possuir condenações graves nem representar ameaça à segurança nacional.
Quase 2 milhões podem ser beneficiados
Segundo dados mais recentes, cerca de 2 milhões de Dreamers vivem hoje nos Estados Unidos. Até setembro de 2024, aproximadamente 530 mil possuíam status ativo no DACA — política que completou 13 anos este ano, mas que enfrenta forte pressão da atual administração.
Padilla tem sido uma das vozes mais firmes no Congresso na defesa de imigrantes de longa permanência. Ele e outros senadores pressionaram o Departamento de Segurança Interna (DHS) a interromper o que chamam de “perseguição injustificada” a jovens protegidos pelo DACA durante as operações do ICE, que têm se intensificado em cidades como Los Angeles.
Próximos passos
Com o avanço das políticas de deportação do governo Trump e o risco crescente para famílias imigrantes, os defensores do Dream Act afirmam que a aprovação da proposta é uma questão de urgência humanitária e econômica.
O projeto agora seguirá para discussão no Comitê Judiciário do Senado, onde democratas e republicanos deverão medir forças sobre uma das pautas mais polarizadas da política americana contemporânea.




