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Revista Brazilian Times # 86
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“Números devem disparar”, afirma Trump ao anunciar megaofensiva contra imigração irregular em 2026

O governo de Donald Trump conclui os preparativos para uma operação inédita que promete endurecer, a partir de 2026, o combate à imigração ilegal nos Estados Unidos. A nova etapa da política migratória será amparada por um aporte financeiro sem precedentes, ampliando drasticamente a capacidade de atuação das agências federais.

O governo de Donald Trump conclui os preparativos para uma operação inédita que promete endurecer, a partir de 2026, o combate à imigração ilegal nos Estados Unidos. A nova etapa da política migratória será amparada por um aporte financeiro sem precedentes, ampliando drasticamente a capacidade de atuação das agências federais.

Hoje na casa de US$ 19 bilhões, o orçamento do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Patrulha da Fronteira deve saltar para cerca de US$ 170 bilhões até setembro de 2029. A verba, aprovada por um Congresso de maioria republicana, será direcionada à expansão da estrutura operacional: contratação de milhares de agentes, criação de novos centros de detenção e ampliação de acordos com prisões locais e empresas privadas de segurança.

A estratégia marca uma ruptura com a prática anterior, que evitava ações em setores considerados essenciais da economia. A partir do próximo ano, essa tolerância deve acabar. Tom Homan, apontado como o “czar da fronteira” de Trump, já avisou que prisões e deportações devem “disparar”, indicando que fiscalizações em locais de trabalho — antes raras para não afetar a produção — passarão a ser frequentes.

A ofensiva ocorre em um cenário politicamente sensível. A aprovação do presidente no tema migratório caiu de 50% para 41% em menos de um ano, segundo pesquisas recentes, em meio a críticas sobre métodos considerados agressivos, como o uso de agentes mascarados e gás lacrimogêneo em áreas residenciais. Ainda assim, às vésperas das eleições de meio de mandato, a Casa Branca mantém o curso: revoga proteções legais para haitianos, venezuelanos e afegãos e sustenta a meta de remover até um milhão de pessoas por ano.

Especialistas e empresários alertam, porém, para possíveis efeitos colaterais. A substituição abrupta de trabalhadores e o clima de insegurança nas comunidades imigrantes podem elevar custos de produção, pressionar a inflação e abrir um novo foco de instabilidade econômica para o governo.

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