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Revista Brazilian Times # 86
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Ex-funcionário do Bank of America é acusado de roubar mais de US$ 500 mil de mulher com deficiência na Flórida

De acordo com a investigação, Martinez teria se aproveitado da relação de confiança construída desde 2016 para se apresentar informalmente como um “assessor financeiro”, mesmo sem exercer essa função no banco.

DA REDAÇÃO

Um ex-funcionário do Bank of America foi preso e acusado de explorar financeiramente uma cliente com deficiência, desviando mais de US$ 500 mil ao longo de vários meses, segundo promotores do condado de Miami-Dade, no sul da Flórida. O caso envolve Mario Martinez, que trabalhava na agência onde a vítima mantinha contas bancárias há anos.

De acordo com a investigação, Martinez teria se aproveitado da relação de confiança construída desde 2016 para se apresentar informalmente como um “assessor financeiro”, mesmo sem exercer essa função no banco. Os promotores afirmam que o esquema começou após a vítima, uma mulher de 47 anos com deficiência, relatar dificuldades para administrar uma herança recebida recentemente.

Segundo o mandado de prisão, o acusado teria aberto contas conjuntas sem autorização da cliente, além de realizar transferências indevidas e retirar recursos diretamente das contas da vítima. O desvio, conforme apontam os investigadores, ultrapassa US$ 500 mil em um curto período de tempo.

As autoridades informaram que o caso veio à tona após atividades financeiras suspeitas serem identificadas internamente, o que levou à abertura de uma investigação e, posteriormente, à comunicação com as forças de segurança. A apuração revelou indícios de que Martinez utilizou informações pessoais da vítima para viabilizar as transações fraudulentas.

Mario Martinez enfrenta múltiplas acusações criminais, incluindo exploração de pessoa idosa ou com deficiência com prejuízo superior a US$ 50 mil, fraude organizada, furto qualificado acima de US$ 100 mil, uso criminoso de informações pessoais e intimidação ou assédio à vítima ou a testemunhas. Ele permanece sob custódia e aguarda a primeira audiência para definição de fiança.

Em nota, o Bank of America afirmou que leva denúncias desse tipo a sério, investiga possíveis irregularidades, coopera com as autoridades e trabalha para compensar clientes prejudicados por ações ilícitas de funcionários. O banco não comentou detalhes do caso específico, citando a investigação em andamento.

O processo segue sob responsabilidade da promotoria de Miami-Dade, que avalia a extensão total dos danos financeiros e eventuais responsabilidades adicionais decorrentes do caso.

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