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Revista Brazilian Times # 84
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Home Depot é acusada de usar ruído de alta frequência para afastar trabalhadores imigrantes em Los Angeles

A instalação de máquinas que emitem ruídos de alta frequência em um estacionamento de uma loja da Home Depot, em Los Angeles (Califórnia), gerou forte reação de organizações de defesa dos direitos dos trabalhadores e imigrantes. Segundo denúncias, os dispositivos teriam sido usados para afastar trabalhadores informais, em sua maioria imigrantes, que costumam aguardar no local em busca de oportunidades de emprego diário.

A instalação de máquinas que emitem ruídos de alta frequência em um estacionamento de uma loja da Home Depot, em Los Angeles (Califórnia), gerou forte reação de organizações de defesa dos direitos dos trabalhadores e imigrantes. Segundo denúncias, os dispositivos teriam sido usados para afastar trabalhadores informais, em sua maioria imigrantes, que costumam aguardar no local em busca de oportunidades de emprego diário.

De acordo com relatos de ativistas e trabalhadores, o som emitido pelas máquinas é agudo, constante e extremamente desconfortável, provocando sintomas como dores de cabeça, tontura e náuseas. A prática foi classificada por grupos comunitários como uma forma de intimidação indireta, que inviabiliza a permanência das pessoas no estacionamento sem o uso de força física ou ação policial direta.

Os equipamentos teriam sido instalados em postes de iluminação no estacionamento da loja localizada no bairro de Cypress Park, área historicamente conhecida por concentrar trabalhadores que buscam serviços temporários na construção civil, jardinagem e pequenos reparos.

Em nota, a Home Depot negou que a medida tenha como objetivo atingir imigrantes ou trabalhadores informais. A empresa afirmou que os dispositivos fazem parte de ações voltadas à segurança e à gestão do espaço, alegando problemas recorrentes no estacionamento, como uso indevido da área e questões operacionais. A companhia também declarou que não atua em parceria com autoridades de imigração.

Apesar da explicação, a iniciativa provocou protestos no local, com a presença de líderes comunitários, defensores de direitos humanos e representantes políticos, que pedem a remoção imediata dos equipamentos e maior transparência por parte da empresa. O caso reacende o debate sobre o uso de tecnologias sonoras como ferramenta de controle social e sobre o tratamento dado a trabalhadores imigrantes em espaços privados de grande circulação.

A controvérsia ocorre em um momento de endurecimento do discurso e das políticas migratórias nos Estados Unidos, aumentando a sensibilidade em torno de ações que possam ser interpretadas como exclusão ou discriminação indireta contra comunidades vulneráveis.

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