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Revista Brazilian Times # 83
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Brasileira dedica 15 anos ao resgate de animais em CT e já salvou mais de 7 mil vidas

Desde 2010, a brasileira Mônica Capozziello tem transformado amor em ação ao dedicar sua vida ao resgate e à proteção de animais em Connecticut. Ao longo de 15 anos de trabalho contínuo, ela, que reside em Trumbull, já resgatou, cuidou, tratou e encaminhou para adoção mais de 7 mil animais, entre cães, gatos, pássaros e até galos — uma trajetória marcada por compaixão, persistência e enfrentamento diário da crueldade humana.

Desde 2010, a brasileira Mônica Capozziello tem transformado amor em ação ao dedicar sua vida ao resgate e à proteção de animais em Connecticut. Ao longo de 15 anos de trabalho contínuo, ela, que reside em Trumbull, já resgatou, cuidou, tratou e encaminhou para adoção mais de 7 mil animais, entre cães, gatos, pássaros e até galos — uma trajetória marcada por compaixão, persistência e enfrentamento diário da crueldade humana.

Mônica afirma que o envolvimento com a causa animal ultrapassou o sentimento de afeto e se tornou uma missão de vida. “Eu sofro com a dor deles. Sinto cada abandono, cada ferida, cada olhar de medo”, relata. Apesar das inúmeras histórias de sucesso, ela também carrega a dor das perdas — animais que chegaram tarde demais, vítimas de maus-tratos extremos. Ainda assim, segundo ela, desistir nunca foi uma opção. “Alguém precisa continuar. Sempre serei a voz dos que não têm voz.”

Entre os resgates mais recentes, um caso em especial ganhou destaque: o de Nestor, um cachorro de 10 anos entregue à ONG de Monica na véspera de Natal. O animal sofria de uma grave infecção dentária e precisava de atendimento veterinário urgente. Mais do que o sofrimento do cão, o que marcou a história foi a mobilização de pessoas solidárias, que se uniram para arrecadar recursos e salvar sua vida.

Para Monica, o caso de Nestor renovou a esperança. “Mostrou que, apesar de tudo, ainda existem pessoas com empatia e coração”, afirma.

À frente do grupo de resgate Cura de Patas, que atua de forma independente e está disponível no Facebook, Monica defende que responsabilidade animal não é uma opção, é uma obrigação. Ela reforça que animais sentem dor, frio, medo e abandono, mas também oferecem amor incondicional.

“Acredito que, se cada pessoa salvasse apenas um animal, não haveria tanto sofrimento no mundo”, diz. Para ela, o verdadeiro legado humano não está na posse material, mas nas atitudes deixadas ao longo da vida.

O grupo está próximo de alcançar a meta para cobrir os custos veterinários do tratamento de Nestor. Quem puder contribuir pode fazer doações por meio da plataforma GoFundMe, no link: https://gofund.me/876481331

A organização lembra que a plataforma retém cerca de 10% do valor arrecadado, o que torna cada contribuição ainda mais significativa.

A história de Monica Capozziello e do Cura de Patas evidencia que, mesmo diante de um cenário de abandono e violência, a compaixão individual continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para salvar vidas.

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