A declaração foi feita em tom informal e interpretada por analistas como uma provocação política, sem qualquer base institucional ou diplomática concreta.
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Trump sugere, em tom provocativo, que Marco Rubio poderia “presidir Cuba”
Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a chamar atenção ao sugerir, de forma retórica, que o secretário de Estado Marco Rubio poderia assumir a presidência de Cuba — país de onde os pais do senador fugiram na década de 1950, durante o regime autoritário de Fulgencio Batista.
A declaração foi feita em tom informal e interpretada por analistas como uma provocação política, sem qualquer base institucional ou diplomática concreta. Trump mencionou o histórico familiar de Rubio e destacou o acúmulo de funções exercidas pelo aliado ao longo de sua trajetória no governo, insinuando que o atual chefe da diplomacia americana estaria apto a ocupar ainda mais cargos de poder.
Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, construiu sua carreira política com forte discurso crítico ao regime comunista de Cuba e é uma das vozes mais duras contra Havana dentro do establishment republicano. Sua nomeação como secretário de Estado já havia sido vista como um gesto simbólico da atual administração em relação à política externa para a América Latina e ao eleitorado cubano-americano.
Especialistas destacam, no entanto, que a ideia de Rubio assumir qualquer cargo político em Cuba é juridicamente impossível e politicamente inviável no atual cenário. Cuba permanece sob um regime de partido único, sem eleições livres, e não há qualquer sinal de abertura institucional que permita esse tipo de transição.
Para analistas, a fala de Trump reforça sua estratégia de comunicação baseada em declarações provocativas, capazes de gerar repercussão internacional e alimentar sua base política, especialmente entre comunidades exiladas de origem cubana e latino-americana nos Estados Unidos.
Até o momento, Marco Rubio não comentou publicamente a declaração.




