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Revista Brazilian Times # 83
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Governadora de Massachusetts pressiona empresas aéreas a interromper voos de deportação a partir de Hanscom Field

O uso do aeroporto Hanscom Field como ponto de partida para voos de deportação do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) reacendeu o debate sobre imigração, direitos civis e autonomia estadual em Massachusetts. Embora o terminal seja majoritariamente voltado à aviação executiva, o local tem sido utilizado com frequência crescente para voos fretados de deportação.

O uso do aeroporto Hanscom Field como ponto de partida para voos de deportação do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) reacendeu o debate sobre imigração, direitos civis e autonomia estadual em Massachusetts. Embora o terminal seja majoritariamente voltado à aviação executiva, o local tem sido utilizado com frequência crescente para voos fretados de deportação.

A governadora Maura Healey enviou cartas às companhias GlobalX Airlines e Eastern Air Express, solicitando que interrompam o fornecimento de aeronaves e tripulações para esses voos que partem do aeroporto administrado pela Massport. Segundo Healey, a prática permite que pessoas detidas sejam transferidas para fora do estado em questão de horas, dificultando o acesso a familiares e advogados, além de comprometer o devido processo legal.

A governadora também criticou o impacto financeiro dessas operações para os contribuintes e destacou reportagens que indicam que muitos dos imigrantes detidos em Massachusetts não possuem condenações criminais nem acusações formais, o que reforça, segundo ela, preocupações sobre proporcionalidade e justiça nas ações federais.

Até o momento, GlobalX Airlines e Eastern Air Express não responderam aos pedidos de comentário feitos por veículos de imprensa. O silêncio das empresas ocorre em meio a um aumento expressivo dessas operações: dados monitorados por organizações de direitos humanos apontam que 114 voos do ICE partiram de Hanscom até novembro, número mais que o dobro do registrado no ano anterior.

Apesar das críticas, a Massport afirma que, por se tratar de um aeroporto de uso público, Hanscom Field não pode selecionar ou vetar usuários com base na natureza das operações, incluindo voos vinculados ao governo federal. A posição reforça o impasse jurídico e político entre o estado e Washington.

O caso expõe um conflito mais amplo entre políticas migratórias federais e governos estaduais que buscam limitar os impactos sociais e humanitários das deportações em suas comunidades. Enquanto isso, defensores dos direitos dos imigrantes pedem maior transparência e responsabilização das empresas privadas envolvidas na logística das remoções.

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