Dados recentes do Department of Homeland Security (DHS) obtidos pela CBS News indicam uma escalada inédita na política de repressão à imigração do presidente Donald Trump. De acordo com o levantamento, os Estados Unidos nunca mantiveram tantas pessoas sob custódia migratória quanto agora.
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EUA atingem recorde histórico de detenções migratórias sob nova ofensiva do governo Trump
Dados recentes do Department of Homeland Security (DHS) obtidos pela CBS News indicam uma escalada inédita na política de repressão à imigração do presidente Donald Trump. De acordo com o levantamento, os Estados Unidos nunca mantiveram tantas pessoas sob custódia migratória quanto agora.
Atualmente, o Immigration and Customs Enforcement (ICE) abriga cerca de 73 mil pessoas em centros de detenção espalhados pelo país. Os números revelam que aproximadamente metade dos detidos possui acusações ou condenações criminais em tribunais norte-americanos, enquanto a outra metade é classificada como violadora das leis migratórias, sem histórico criminal nos EUA.
A análise foi apresentada pelo repórter de imigração e política da CBS, Camilo Montoya-Galvez, que destacou a dimensão sem precedentes do encarceramento migratório. Segundo ele, a atual administração afirma que pretende ampliar ainda mais a capacidade do sistema, com a meta de manter até 100 mil pessoas sob custódia do ICE simultaneamente.
O plano, no entanto, levanta questionamentos sobre a infraestrutura disponível. Historicamente, o ICE depende de cadeias municipais e de empresas privadas do sistema prisional para sustentar sua rede de detenção. Entre as companhias citadas estão CoreCivic e Geo Group, que operam unidades contratadas pelo governo federal.
Com a intensificação da política migratória no segundo mandato de Trump, autoridades do DHS indicam que novas parcerias e expansões estão em curso para acomodar o aumento projetado de detentos. Especialistas, por sua vez, alertam para os custos financeiros, os impactos humanitários e a capacidade real do sistema em absorver esse crescimento sem precedentes.
A tendência aponta para um período de pressão máxima sobre o aparato migratório dos EUA, com consequências que devem repercutir no debate político, jurídico e social em todo o país.
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