Segundo relatos de familiares, Clinton começou a sentir fortes dores abdominais e buscou atendimento inicialmente na UPA Norte, onde teria sido liberado após receber diagnósticos como gases, cólica renal e prisão de ventre.
Publicidade
Professor norte-americano morre em São Paulo após sucessivas idas a UPA; família aponta possível negligência
Da redação
O professor norte-americano Clinton Ernest Craddock, de 43 anos, morreu na noite de domingo, 18 de janeiro de 2026, na Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto, após procurar atendimento médico por quatro dias consecutivos em unidades de pronto atendimento do município e receber alta com diagnósticos considerados preliminares pela família.
Segundo relatos de familiares, Clinton começou a sentir fortes dores abdominais e buscou atendimento inicialmente na UPA Norte, onde teria sido liberado após receber diagnósticos como gases, cólica renal e prisão de ventre. Com a persistência e agravamento dos sintomas, ele retornou à mesma unidade e também passou pela UPA Santo Antônio, sendo novamente medicado e liberado.
O quadro clínico se agravou nos dias seguintes. De acordo com a família, Clinton passou a apresentar vômitos intensos, inclusive vômitos fecaloides, sinal associado a obstruções intestinais graves. Diante da piora, ele voltou a procurar atendimento e, desta vez, permaneceu em observação antes de ser transferido em estado grave para a Santa Casa.
No hospital, exames identificaram um quadro de apendicite com perfuração, já acompanhado de infecção generalizada na cavidade abdominal (sepse). O professor foi submetido a uma cirurgia de emergência e encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu às complicações e morreu no domingo à noite.
A morte causou forte comoção na comunidade local, onde Clinton era conhecido por atuar como professor de idiomas, especialmente no ensino da língua inglesa. Natural do estado de Kentucky, nos Estados Unidos, ele vivia há anos em São José do Rio Preto.
A família afirma que houve falha no diagnóstico inicial e questiona a condução dos atendimentos realizados nas UPAs. Os parentes defendem que, diante da repetição das queixas e da intensidade da dor, exames mais detalhados poderiam ter sido solicitados ainda nos primeiros atendimentos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o caso será apurado internamente, com análise dos prontuários e da conduta adotada pelas equipes médicas. A Santa Casa também declarou que seguirá colaborando com as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte.
Familiares do professor, que residem nos Estados Unidos, tentam viabilizar a vinda ao Brasil para o velório e os trâmites legais. O caso deve ser acompanhado pelo Ministério Público e pode resultar em investigação por suspeita de negligência médica.




