O tema segue sendo monitorado por entidades civis, parlamentares e órgãos de fiscalização, enquanto cresce a pressão por maior transparência e pela adoção de medidas que priorizem o bem-estar de crianças e adolescentes envolvidos em processos de imigração.
Publicidade
Publicidade
Detenção de crianças por autoridades de imigração cresce no Alabama em 2025, mostram dados oficiais
Autoridades federais de imigração detiveram, em média, quatro crianças por mês no estado do Alabama ao longo de 2025, segundo dados governamentais. O número representa um aumento expressivo nas ações envolvendo menores de idade e tem gerado preocupação entre organizações de direitos humanos e defensores da imigração.
De acordo com os registros, quase 40 crianças e adolescentes de até 18 anos foram presos pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) entre janeiro e meados de outubro de 2025. O total representa um crescimento de 90% em relação ao ano anterior e um salto de 400% na comparação com dois anos antes, evidenciando uma mudança significativa no padrão de atuação das autoridades migratórias no estado.
As detenções ocorreram em mais de 20 cidades e quase 20 condados do Alabama, com crianças sendo mantidas em cadeias municipais, prisões de condado e centros de detenção, estruturas tradicionalmente destinadas a adultos. Entre os condados, Baldwin County lidera o número de detenções de menores nos primeiros nove meses do ano passado, concentrando a maior parte dos casos registrados.
Os dados revelam que, embora a detenção de crianças não seja prática comum nas operações de imigração, o Alabama se tornou um dos estados com maior crescimento proporcional nesse tipo de ação. Especialistas apontam que muitos desses menores foram detidos após abordagens de rotina, operações conjuntas ou prisões relacionadas a familiares, o que acabou resultando na custódia temporária das crianças.
Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes criticam duramente a prática, alertando para os impactos psicológicos e emocionais da detenção de menores, especialmente quando realizada em ambientes carcerários. Defensores afirmam que esse tipo de procedimento pode violar princípios básicos de proteção à infância e dificultar o acesso à assistência jurídica adequada.
Autoridades do ICE, por sua vez, alegam que as detenções seguem a legislação federal vigente e que cada caso é analisado individualmente. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre os critérios utilizados para a custódia dos menores nem sobre alternativas adotadas para evitar a detenção em instalações penais.
O aumento das detenções de crianças no Alabama ocorre em meio ao endurecimento das políticas de imigração no país e reacende o debate nacional sobre os limites da atuação das autoridades federais, a proteção de menores imigrantes e a necessidade de reformas no sistema migratório dos Estados Unidos.
O tema segue sendo monitorado por entidades civis, parlamentares e órgãos de fiscalização, enquanto cresce a pressão por maior transparência e pela adoção de medidas que priorizem o bem-estar de crianças e adolescentes envolvidos em processos de imigração.
Publicidade




