O Condado de Berkeley, na Carolina do Sul, passou a integrar o programa federal de fiscalização imigratória 287(g), que autoriza a cooperação direta entre forças de segurança locais e o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A iniciativa amplia a atuação das autoridades do condado em procedimentos relacionados à imigração, tradicionalmente conduzidos pelo governo federal.
Publicidade
Publicidade
Condado de Berkeley adota programa 287(g) e amplia cooperação com o ICE na Carolina do Sul
O Condado de Berkeley, na Carolina do Sul, passou a integrar o programa federal de fiscalização imigratória 287(g), que autoriza a cooperação direta entre forças de segurança locais e o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A iniciativa amplia a atuação das autoridades do condado em procedimentos relacionados à imigração, tradicionalmente conduzidos pelo governo federal.
A adesão ao programa ocorreu em maio do ano passado, com a implementação de dois modelos operacionais previstos pelo 287(g). Esses formatos permitem que agentes locais, após treinamento específico, executem funções limitadas na área imigratória sob supervisão do ICE.
De acordo com o xerife Duane Lewis, cerca de 180 pessoas já passaram pelo centro de detenção do condado desde o início da aplicação do programa. Um dos modelos adotados é o Task Force Model, que concede aos policiais locais autoridade restrita para atuar em situações envolvendo imigração durante abordagens e atividades de rotina.
Segundo Lewis, quando um indivíduo é detido, ele pode permanecer sob custódia da cadeia do condado enquanto o ICE é notificado e assume a condução dos procedimentos legais. O xerife destacou que os agentes participantes passam por capacitação obrigatória e afirmou que o programa não gera custos adicionais para o orçamento local.
Apesar das declarações oficiais, integrantes da comunidade latina relataram, sob condição de anonimato, que a implementação do 287(g) tem impactado o cotidiano de diversas famílias. Alguns moradores afirmaram que passaram a evitar sair de casa e optaram por realizar compras, inclusive de itens essenciais, pela internet, por receio de abordagens policiais.
O xerife negou qualquer prática de perfilamento racial, afirmando que as ações não se baseiam em aparência física ou origem nacional, mas em critérios de segurança pública. Segundo ele, pessoas em situação migratória regular não teriam motivos para preocupação, e o foco do programa estaria em indivíduos que estariam no país de forma irregular e que tenham cometido crimes ou sejam procurados pelas autoridades.
Publicidade




