A retirada ocorre em meio a uma ampla revisão de conteúdos históricos determinada por uma ordem executiva assinada em 2025 pelo presidente Donald Trump, intitulada “Restoring Truth and Sanity to American History”.
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Serviço Nacional de Parques remove memorial sobre escravidão em local histórico de Washington na Filadélfia
Da redação
O Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos (National Park Service – NPS) iniciou, na tarde de quinta-feira, a remoção de um memorial dedicado às pessoas escravizadas pelo presidente George Washington no sítio histórico conhecido como President’s House, na Filadélfia. A exposição, inaugurada em 2010, homenageava nove homens e mulheres que viveram em condição de escravidão no local enquanto Washington ocupava a presidência e a cidade era a capital do país.
A retirada ocorre em meio a uma ampla revisão de conteúdos históricos determinada por uma ordem executiva assinada em 2025 pelo presidente Donald Trump, intitulada “Restoring Truth and Sanity to American History”. O decreto orienta o Departamento do Interior e o National Park Service a reavaliar materiais interpretativos em parques e monumentos nacionais, com o objetivo declarado de revisar narrativas consideradas, pela atual administração, como ideologizadas ou excessivamente críticas à história americana.
O memorial do President’s House fazia parte de uma exposição permanente que abordava o contraste entre os ideais de liberdade defendidos na fundação dos Estados Unidos e a realidade da escravidão praticada por líderes da época. O espaço era reconhecido por historiadores como um dos poucos sítios federais a tratar de forma direta a presença de pessoas escravizadas na residência de um dos chamados pais fundadores da nação.
A decisão gerou reações imediatas de autoridades locais, pesquisadores e organizações de direitos civis. Críticos afirmam que a remoção representa uma tentativa de apagar ou suavizar aspectos dolorosos da história americana, especialmente em um momento em que o país se prepara para as comemorações do 250º aniversário da Declaração de Independência. Para esses grupos, reconhecer a escravidão como parte central da formação dos Estados Unidos é essencial para uma compreensão honesta do passado.
Até o momento, o National Park Service não esclareceu se a retirada do memorial é permanente ou se o conteúdo será substituído por uma nova abordagem interpretativa após a conclusão da revisão determinada pelo governo federal. O episódio reacende o debate nacional sobre como a história deve ser apresentada em espaços públicos e qual o limite entre revisão histórica e apagamento de fatos documentados.
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