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Revista Brazilian Times # 86
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Juiz federal revoga cidadania americana de homem da Flórida por fraude no processo de naturalização

Um juiz federal dos Estados Unidos revogou a cidadania americana de um morador de Fort Lauderdale, na Flórida, após concluir que ele obteve a naturalização por meio de fraude. A decisão foi tomada depois que se comprovou que o homem cometeu crimes relacionados à pornografia infantil antes de se tornar cidadão, informação que foi omitida deliberadamente no processo migratório.

Um juiz federal dos Estados Unidos revogou a cidadania americana de um morador de Fort Lauderdale, na Flórida, após concluir que ele obteve a naturalização por meio de fraude. A decisão foi tomada depois que se comprovou que o homem cometeu crimes relacionados à pornografia infantil antes de se tornar cidadão, informação que foi omitida deliberadamente no processo migratório.

O juiz distrital Rodney Smith determinou o cancelamento do Certificado de Naturalização de Renzo William Alegre, de 25 anos, natural do Peru. Além da perda da cidadania, Alegre foi condenado a 150 dias de prisão domiciliar e a um ano de liberdade condicional, após se declarar culpado de obtenção ilegal de cidadania ou naturalização.

De acordo com documentos judiciais, Alegre solicitou a cidadania americana em março de 2019. No formulário oficial, respondeu “não” à pergunta que indagava se ele já havia cometido algum crime ou infração para a qual não tivesse sido preso. A mesma resposta foi reafirmada durante a entrevista de imigração realizada em outubro daquele ano. Pouco tempo depois, ainda em outubro de 2019, o pedido foi aprovado e a cidadania concedida.

No entanto, em setembro de 2020, Alegre foi preso sob acusações relacionadas à posse de material de abuso sexual infantil. Posteriormente, ele foi condenado por possuir pelo menos 600 imagens desse tipo de conteúdo criminoso. A sentença incluiu quatro anos de prisão, seguidos de 20 anos de liberdade supervisionada.

Durante o andamento do processo criminal, Alegre admitiu às autoridades que vinha recebendo e baixando material de abuso sexual infantil por cerca de um ano antes de sua prisão. Esse período, segundo os registros judiciais, coincide justamente com a fase anterior e durante o processo de naturalização, o que fundamentou a acusação de fraude migratória.

A Justiça entendeu que a omissão deliberada dessas informações foi determinante para a concessão da cidadania, caracterizando violação das leis federais de imigração. Com a revogação, Alegre volta a ter o status migratório anterior à naturalização e poderá enfrentar consequências adicionais no âmbito da imigração, incluindo possível deportação.

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