Um juiz federal dos Estados Unidos revogou a cidadania americana de um morador de Fort Lauderdale, na Flórida, após concluir que ele obteve a naturalização por meio de fraude. A decisão foi tomada depois que se comprovou que o homem cometeu crimes relacionados à pornografia infantil antes de se tornar cidadão, informação que foi omitida deliberadamente no processo migratório.
Publicidade
Juiz federal revoga cidadania americana de homem da Flórida por fraude no processo de naturalização
Um juiz federal dos Estados Unidos revogou a cidadania americana de um morador de Fort Lauderdale, na Flórida, após concluir que ele obteve a naturalização por meio de fraude. A decisão foi tomada depois que se comprovou que o homem cometeu crimes relacionados à pornografia infantil antes de se tornar cidadão, informação que foi omitida deliberadamente no processo migratório.
O juiz distrital Rodney Smith determinou o cancelamento do Certificado de Naturalização de Renzo William Alegre, de 25 anos, natural do Peru. Além da perda da cidadania, Alegre foi condenado a 150 dias de prisão domiciliar e a um ano de liberdade condicional, após se declarar culpado de obtenção ilegal de cidadania ou naturalização.
De acordo com documentos judiciais, Alegre solicitou a cidadania americana em março de 2019. No formulário oficial, respondeu “não” à pergunta que indagava se ele já havia cometido algum crime ou infração para a qual não tivesse sido preso. A mesma resposta foi reafirmada durante a entrevista de imigração realizada em outubro daquele ano. Pouco tempo depois, ainda em outubro de 2019, o pedido foi aprovado e a cidadania concedida.
No entanto, em setembro de 2020, Alegre foi preso sob acusações relacionadas à posse de material de abuso sexual infantil. Posteriormente, ele foi condenado por possuir pelo menos 600 imagens desse tipo de conteúdo criminoso. A sentença incluiu quatro anos de prisão, seguidos de 20 anos de liberdade supervisionada.
Durante o andamento do processo criminal, Alegre admitiu às autoridades que vinha recebendo e baixando material de abuso sexual infantil por cerca de um ano antes de sua prisão. Esse período, segundo os registros judiciais, coincide justamente com a fase anterior e durante o processo de naturalização, o que fundamentou a acusação de fraude migratória.
A Justiça entendeu que a omissão deliberada dessas informações foi determinante para a concessão da cidadania, caracterizando violação das leis federais de imigração. Com a revogação, Alegre volta a ter o status migratório anterior à naturalização e poderá enfrentar consequências adicionais no âmbito da imigração, incluindo possível deportação.




