O cenário ocorre em um ano marcado pela intensificação das deportações durante o segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
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Minas Gerais lidera destino de brasileiros deportados dos EUA em 2025
Belo Horizonte / Brasília — Minas Gerais foi o principal destino de brasileiros deportados dos Estados Unidos em 2025, concentrando 52,4% dos repatriados, segundo dados do programa Aqui é Brasil, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). O levantamento aponta que mais da metade dos cidadãos removidos do território norte-americano teve o estado mineiro como destino final ao retornar ao Brasil.
O cenário ocorre em um ano marcado pela intensificação das deportações durante o segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, período em que as políticas migratórias passaram por um endurecimento significativo, com ampliação das operações de fiscalização e remoção de imigrantes em situação irregular.
De acordo com os dados oficiais, milhares de brasileiros foram repatriados ao longo de 2025 por meio de voos fretados, coordenados em parceria entre autoridades brasileiras e órgãos do governo norte-americano. Após Minas Gerais, outros estados também aparecem com números expressivos de retorno, como Rondônia e São Paulo, embora em proporção bem menor.
O programa Aqui é Brasil foi criado para oferecer acolhimento humanitário aos brasileiros deportados, garantindo apoio inicial no desembarque, orientação social e encaminhamento para serviços públicos, além de facilitar o reencontro com familiares. A maior parte dos repatriados informou ter retornado para casas de parentes ou residências próprias após a chegada ao país.
Especialistas avaliam que a predominância de Minas Gerais no ranking está relacionada a fatores históricos e sociais, como o grande contingente de mineiros vivendo nos Estados Unidos há décadas, especialmente em estados como Massachusetts, Flórida e Nova Jersey.
O aumento das deportações reacendeu o debate sobre os impactos sociais e econômicos do retorno forçado desses brasileiros, muitos dos quais passaram anos vivendo no exterior. Autoridades brasileiras afirmam que os dados servem de base para aprimorar políticas públicas de reintegração e assistência aos repatriados, diante de um fluxo migratório que segue em transformação.
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