Autoridades federais dos Estados Unidos prenderam, nesta semana, quatro brasileiros acusados de integrar um esquema internacional de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de drogas, que teria movimentado mais de US$ 30 milhões por meio do sistema bancário norte-americano. As prisões ocorreram na Flórida, nas cidades de Miami e Orlando, segundo informou o Departamento de Justiça dos EUA.
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Brasileiros são presos na Flórida em esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao narcotráfico
Autoridades federais dos Estados Unidos prenderam, nesta semana, quatro brasileiros acusados de integrar um esquema internacional de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de drogas, que teria movimentado mais de US$ 30 milhões por meio do sistema bancário norte-americano. As prisões ocorreram na Flórida, nas cidades de Miami e Orlando, segundo informou o Departamento de Justiça dos EUA.
De acordo com a acusação, os brasileiros atuavam como “couriers” financeiros, responsáveis por depositar grandes quantias de dinheiro em espécie em bancos espalhados por diversas cidades norte-americanas, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos e enviá-los de volta a fornecedores de cocaína ligados a organizações criminosas da América Latina, incluindo um fornecedor mexicano.
Os brasileiros identificados pelas autoridades são: Ygor Fokin Saviolli, 35 anos; Gabriel Cezar Menezes, 29 anos; Joao Andrade De Mello, 29 anos; e Leandro De Avila Goncalves, 42 anos.
Além deles, Omar Aliperti De Mello Correa, 34 anos, também foi preso. Todos foram acusados formalmente por conspiração para lavagem de dinheiro, crime federal que pode resultar em pena de até 20 anos de prisão.
Segundo o Ministério Público, os investigados fizeram sua primeira aparição em um tribunal federal, onde ouviram as acusações e permanecerão à disposição da Justiça enquanto o processo segue em andamento.
Como funcionava o esquema
As investigações apontam que os brasileiros eram recrutados para movimentar dinheiro vivo proveniente do tráfico de drogas, realizando depósitos fracionados em diferentes instituições financeiras e em várias regiões dos Estados Unidos — uma estratégia usada para evitar alertas automáticos dos bancos e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
O dinheiro, após circular pelo sistema financeiro americano, era direcionado para organizações criminosas ligadas ao fornecimento de cocaína, permitindo que os lucros do narcotráfico retornassem ao exterior com aparência de legalidade.
De acordo com os investigadores, mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos teriam sido lavados por meio desse esquema.
O caso chama a atenção da comunidade brasileira que vive nos Estados Unidos, já que as autoridades afirmam que organizações criminosas latino-americanas têm recrutado pessoas que residem legal ou ilegalmente no país para atuar como intermediários financeiros, muitas vezes prometendo ganhos rápidos e baixos riscos.
Especialistas em crimes financeiros alertam que qualquer envolvimento nesse tipo de operação, mesmo apenas realizando depósitos bancários, pode resultar em acusações graves, prisão federal e, no caso de estrangeiros, deportação após o cumprimento da pena.
Investigação continua
A operação foi conduzida por agências federais como o FBI, a DEA e o Homeland Security Investigations, e faz parte de um esforço maior do governo americano para combater a lavagem de dinheiro do narcotráfico dentro do sistema financeiro dos Estados Unidos.
As autoridades afirmam que as investigações continuam e não descartam novas prisões, à medida que outros envolvidos no esquema sejam identificados.




