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Revista Brazilian Times # 83
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Voo com detidos do ICE fica 13 horas parado sob nevasca em aeroporto de New Hampshire

Um avião fretado que transportava cerca de 100 detidos sob custódia do Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês) permaneceu aproximadamente 13 horas parado na pista do Portsmouth International Airport at Pease, em New Hampshire, devido a ventos fortes e alerta de nevasca que atingiram a região.

Um avião fretado que transportava cerca de 100 detidos sob custódia do Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês) permaneceu aproximadamente 13 horas parado na pista do Portsmouth International Airport at Pease, em New Hampshire, devido a ventos fortes e alerta de nevasca que atingiram a região. O episódio ocorreu durante a passagem de uma tempestade de inverno que comprometeu operações aéreas no estado.

De acordo com informações divulgadas por autoridades federais, a aeronave havia partido de Harlingen, no Texas, e realizou parada técnica em Portsmouth. No entanto, as condições meteorológicas severas — incluindo rajadas intensas e visibilidade reduzida — impediram a decolagem imediata, obrigando o voo a permanecer no solo por várias horas.

Além da restrição climática, o atraso foi agravado por exigências regulatórias relacionadas à jornada da tripulação. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), os profissionais a bordo atingiram o limite máximo de horas permitidas de trabalho e precisaram cumprir período obrigatório de descanso antes que a operação pudesse prosseguir. Somando todos os fatores, o atraso total teria ultrapassado 30 horas até a retomada do voo.

Durante o período de espera, os detidos permaneceram inicialmente dentro da aeronave. Posteriormente, parte do grupo foi transferida para o terminal do aeroporto enquanto se aguardava autorização para decolagem. O DHS informou que foram disponibilizados alimentos, água, acesso a banheiros e assistência médica, incluindo medicamentos prescritos, sempre que necessário.

O caso gerou questionamentos de autoridades locais e de organizações de direitos civis. Representantes do aeroporto afirmaram que receberam comunicação sobre o pouso com pouca antecedência, o que teria limitado a preparação logística para a permanência prolongada da aeronave. Já defensores dos direitos dos imigrantes levantaram preocupações sobre as condições enfrentadas pelos detidos durante o longo período de espera sob temperaturas congelantes.

O episódio reacende o debate sobre os protocolos adotados em voos de transferência e deportação conduzidos pelo ICE, especialmente em situações de emergência climática. Especialistas apontam que tempestades de inverno no nordeste dos Estados Unidos costumam provocar cancelamentos e atrasos significativos, mas ressaltam que operações envolvendo custódia federal exigem planejamento adicional para garantir segurança e tratamento adequado aos envolvidos.

Até o momento, autoridades federais não relataram incidentes médicos graves relacionados ao atraso. O voo deixou Portsmouth após a melhora das condições meteorológicas e a liberação operacional.

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