Uma publicação nas redes sociais sobre uma operação de fiscalização imigratória realizada em 20 de fevereiro, em Trenton, Nova Jersey, provocou controvérsia e levou autoridades federais a contestarem publicamente as informações divulgadas. Segundo o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE), relatos que circularam após a ação estariam disseminando “medo e confusão” ao atribuir à agência condutas que, de acordo com o órgão, não ocorreram.
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ICE rebate acusação de operação ilegal em Trenton (NJ) e denuncia disseminação de informações falsas
Uma publicação nas redes sociais sobre uma operação de fiscalização imigratória realizada em 20 de fevereiro, em Trenton, Nova Jersey, provocou controvérsia e levou autoridades federais a contestarem publicamente as informações divulgadas. Segundo o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE), relatos que circularam após a ação estariam disseminando “medo e confusão” ao atribuir à agência condutas que, de acordo com o órgão, não ocorreram.
A polêmica começou após a deputada federal Bonnie Watson Coleman afirmar que agentes do ICE teriam coberto câmeras de segurança em uma oficina mecânica na cidade e detido diversas pessoas sem mandado judicial. A declaração repercutiu na imprensa local e em redes sociais.
Em nota oficial, o ICE negou ter liderado a operação, coberto câmeras ou realizado uma “batida” no estabelecimento comercial. De acordo com a agência, as prisões foram efetuadas por parceiros federais com base em um mandado criminal expedido pela Justiça.
O principal alvo da ação, segundo o ICE, foi Eduardo Reyes, cidadão guatemalteco descrito pelas autoridades como imigrante em situação irregular e procurado por acusações que incluem agressão agravada, crimes com armas, agressão com veículo, fuga do local de acidente e colocar vítima em risco.
O diretor interino do escritório do ICE Enforcement and Removal Operations (ERO) em Newark, Arthur J. Wilson Jr., afirmou que alguns políticos estariam “deturpando a autoridade legal do ICE estabelecida pelo Congresso”, mesmo após receberem esclarecimentos sobre os fatos. Ele ressaltou que, durante o cumprimento do mandado federal, os agentes seguiram procedimentos legais, notificando o ICE sobre indivíduos em situação migratória irregular encontrados no local.
Além de Reyes, foram detidos Cristian Moreno-Posso, colombiano com ordem final de remoção emitida em outubro de 2024, e Jorge Luis Lemus Urliz, guatemalteco que teria ingressado no país sem inspeção. Ambos permanecem sob custódia.
O ICE também declarou que a disseminação de informações consideradas falsas faz parte de uma campanha coordenada que estaria estimulando hostilidade contra seus agentes. Segundo a agência, houve aumento significativo nas ameaças de morte e agressões contra seus oficiais.
Por fim, o órgão destacou que, com a aprovação do chamado One Big Beautiful Bill Act, ampliou suas operações, registrando aumento de 120% no efetivo e recursos para novos centros de detenção. A agência reafirmou seu compromisso com a aplicação da lei e a segurança pública.
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